Ciência

Bactéria vaginal pode se tornar a camisinha do futuro

Pesquisadores norte-americanos descobriram que uma bactéria localizada na vagina e no iogurte pode proteger o corpo da invasão do vírus HIV


	Camisinha: com a bactéria, talvez o fim do preservativo como conhecemos esteja próximo
 (Keith Brofsky/Thinkstock)

Camisinha: com a bactéria, talvez o fim do preservativo como conhecemos esteja próximo (Keith Brofsky/Thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 8 de outubro de 2015 às 09h18.

São Paulo – Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram uma bactéria que pode impedir que o vírus do HIV infecte o corpo humano. A bactéria pode ser encontrada no iogurte e na vagina e poderia ser transformada em um preservativo.

O microbioma vaginal varia de mulher para mulher e, também, muda com o passar do tempo. Para desvendar qual bactéria protegia o corpo do contato com o HIV, os cientistas coletaram amostras do muco cervical (onde muitas das bactérias vivem) de 31 mulheres. Depois, eles acompanharam o movimento dos agentes patogênicos do HIV.

Foi a partir desta análise que eles perceberam que as amostras de mulheres com concentrações elevadas da bactéria Lactobacillus crispatus capturaram o vírus do HIV de maneira mais eficiente. Assim, a maioria das amostras não foi infectada pela doença.

Estudos anteriores relacionados às propriedades de defesa do muco cervical têm focado nesta secreção vaginal como um indicador de bactérias nocivas que podem levar a vaginose bacteriana. Contudo, eles não distinguem os tipos de Lactobacillus.

A pesquisa atual indica que as mulheres cujos mucos cervicais são dominados pelo Lactobacillus do tipo iners têm maiores chances de contrair o HIV e outros vírus. Enquanto isso, as mulheres com a bactéria Lactobacillus crispatus estão mais protegidas.

Segundo os cientistas, o estudo não é definitivo. No entanto, para eles, a pesquisa atual poderia levar “ao desenvolvimento de novas estratégias para proteger as mulheres contra o HIV".

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