Apple manterá produção de iPhone estável em mercado mais difícil

A empresa pediu aos fornecedores que montem cerca de 220 milhões de iPhones, aproximadamente o mesmo que no ano passado
iPhone 13: smartphone é exibido em loja da Apple (Chris Ratcliffe/Bloomberg/Getty Images)
iPhone 13: smartphone é exibido em loja da Apple (Chris Ratcliffe/Bloomberg/Getty Images)
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Bloomberg

Publicado em 30/05/2022 às 15:24.

Última atualização em 30/05/2022 às 20:29.

A Apple planeja manter a produção do iPhone praticamente estável em 2022, uma postura conservadora em um ano cada vez mais desafiador para a indústria de smartphones.

A empresa pede aos fornecedores que montem cerca de 220 milhões de iPhones, aproximadamente o mesmo que no ano passado, de acordo com pessoas familiarizadas com as projeções, que pediram para não serem identificadas.

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As previsões de mercado giram em torno de 240 milhões de unidades, impulsionadas por uma grande atualização esperada para o iPhone no outono do Hemisfério Norte. Mas a indústria de celulares teve um início de ano difícil e as estimativas de produção estão em baixa.

A pior inflação em décadas, a guerra na Ucrânia e a turbulência na cadeia de suprimentos ameaçam pesar nas vendas em 2022. A Strategy Analytics prevê que as remessas gerais de smartphones devem encolher até 2% em 2022, e a TrendForce rebaixou duas vezes sua previsão de produção para o ano inteiro nas últimas semanas. Analistas da IDC e da Bloomberg Intelligence preveem cerca de 240 milhões de iPhones para este ano.

A empresa com sede em Cupertino, Califórnia, não quis comentar as perspectivas, que podem mudar dependendo da economia e das restrições de oferta nos próximos meses. A Apple não divulga suas metas de produção e parou de divulgar quantos iPhones vendeu em 2019.

A Apple já avisou que problemas de fornecimento afetarão as vendas em US$ 4 bilhões a US$ 8 bilhões no trimestre atual, em grande parte porque os bloqueios de covid atrapalham as linhas de produção na China. E toda a indústria de tecnologia se prepara para uma desaceleração nos gastos do consumidor, à medida que os preços crescentes de combustíveis e matérias-primas aumentam os custos de itens essenciais do dia a dia.

O mercado de smartphones em geral teve um começo de ano difícil, com embarques caindo 11% no primeiro trimestre, a pior queda desde o início da pandemia, há dois anos. A Xiaomi — a terceira maior fabricante de smartphones do mundo, atrás da Apple e Samsung — este mês divulgou seu primeiro declínio de receita trimestral.

A Apple aposta na demanda resiliente por seus dispositivos devido à sua base de clientes comparativamente mais rica e à força de seu ecossistema de software e serviços que impulsiona as vendas de hardware, segundo as pessoas.