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Análise dos dados de treino indica o que fazer para alcançar alta performance

Ferramentas tecnológicas transformam métricas corporais em estratégia para evolução constante nas atividades físicas

Young woman working out with battle ropes at the gym (Getty Images)

Young woman working out with battle ropes at the gym (Getty Images)

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 16h38.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 70% dos adultos cumprem o mínimo recomendado de atividade física. As práticas podem começar como um hobby ou pela simples necessidade de sair do sedentarismo. Com o tempo, porém, a constância faz com que atletas — dos níveis mais básicos aos avançados — peguem gosto pelos esportes e busquem aprimorar cada vez mais o desempenho.

Para alcançar bons resultados, é preciso foco e, principalmente, estratégia. Nesse ponto, a tecnologia se tornou uma aliada poderosa do bem-estar, com inúmeras funcionalidades em diferentes dispositivos que ajudam a alcançar a alta performance nos treinos de força e aeróbicos.

Tanto smartphones quanto wearables — anéis, relógios e pulseiras inteligentes — oferecem integração com aplicativos de saúde que fornecem dados valiosos sobre o corpo e o desempenho. Mas de nada adianta coletar tantas informações se elas não forem analisadas corretamente. A interpretação desses dados pode transformar a rotina de treino, ajustar a estratégia e até elevar o nível de atletas em competições.

O segredo está em transformar números em estratégia: entender o que cada métrica revela sobre o corpo e como usá-la para evoluir. Confira como analisar os principais indicadores relacionados à força e à corrida para otimizar seus resultados.

Pace

Essencial para corredores, o pace representa o tempo necessário para percorrer uma distância fixa — geralmente um quilômetro. Ou seja, quanto menor o pace, maior a velocidade. Segundo o Relatório Anual sobre Tendências do Esporte da Strava de 2024, o pace médio global é de 6:22 minutos por quilômetro.

O primeiro passo para melhorar é descobrir o seu ritmo. O cálculo é simples: divida o tempo total da corrida pela distância percorrida (30 minutos ÷ 5 km = 6 min/km). Depois, leve em conta fatores externos, como terreno, variação de ritmo e até o tipo de tênis utilizado. Essas informações ajudam a planejar treinos mais eficientes e reduzir o pace de forma gradual.

Não é preciso, porém, correr sem estratégia apenas para diminuir o tempo. Inserir treinos intervalados, como os “tiros” (períodos curtos de alta intensidade), é uma forma eficaz de melhorar a velocidade sem sobrecarregar os músculos.

Intensidade

Os dados de intensidade são fundamentais em treinos de força, como a musculação. Eles indicam, por meio de sensores e da frequência cardíaca, o nível de esforço e a dificuldade das cargas. Com essas informações, é possível entender até onde vai o pico de força e ajustar o treino de acordo.

Para quem busca hipertrofia, a intensidade é determinante — especialmente em séries até a falha, quando o músculo não consegue mais exercer força. A partir desses dados, é possível adaptar fatores como alimentação pré-treino, tempo de descanso e práticas de mobilidade, garantindo uma execução mais eficiente.

Frequência cardíaca

Monitorar a frequência cardíaca é essencial para quem treina por zonas de intensidade. Se o foco é a perda de gordura, o ideal é manter o esforço entre 60% e 70% da frequência cardíaca máxima, calculada pela fórmula 220 menos a idade (exemplo: 220 - 40 = 180 bpm de FCmáx). Assim, o treino pode ser ajustado em ritmo e carga para atingir a zona desejada de batimentos por minuto.

Volume (séries e repetições)

Nos treinos de força, analisar o volume — número de séries e repetições — é indispensável para acompanhar a progressão. É fácil perder as contas quando não se usa nenhuma ferramenta para monitorar, mas manter esse registro ajuda a visualizar a evolução do treino e ajustar a carga de forma precisa.

Vale também observar o tempo de descanso entre as séries. Especialistas alertam que encurtar demais os intervalos pode sobrecarregar os músculos e aumentar o risco de lesões. Temporizadores e aplicativos com funções de pausa ajudam a manter a segurança e a eficiência da execução.

Ter esses dados em mãos facilita o planejamento e o alcance de metas nas atividades físicas. Combinar as informações dos aplicativos com a orientação de um profissional potencializa os resultados e garante uma jornada de treino mais segura e estratégica.

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