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Amazon passa vergonha em relatório do Greenpeace

Amazon Web Services é uma das maiores plataformas de computação em nuvem no mundo. O que ninguém sabia é que servidores da AWS são alimentados por energia suja


	Jeff Bezos, CEO da Amazon: novo relatório do Greenpeace afirma que a Amazon tem uma das maiores e mais sujas pegadas de carbono da internet
 (Getty Images)

Jeff Bezos, CEO da Amazon: novo relatório do Greenpeace afirma que a Amazon tem uma das maiores e mais sujas pegadas de carbono da internet (Getty Images)

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Vanessa Daraya

3 de abril de 2014, 20h08

São Paulo - Quarta-feira (02) foi um dia marcante para a Amazon com o lançamento do set-top box e do console de games FireTV. Mas também foi o dia em que o Greenpeace denunciou um lado até então obscuro do império de Jeff Bezos.

A Amazon Web Services (AWS) é uma das maiores plataformas de computação em nuvem no mundo e tem agradado empresas que buscam serviços robustos e de baixo custo. Entre elas estão Pinterest, Netflix, Tumblr e Flipboard e centenas de startups do Vale do Silício.

Mas o que ninguém sabia até agora é que os servidores da AWS são alimentados por energia suja. Um novo relatório do Greenpeace afirma que a Amazon tem uma das maiores e mais sujas pegadas de carbono da internet.

Segundo o relatório, a Amazon permanece dependente de carvão. Para o Greenpeace, este é um indício de que a empresa está apenas preocupada com o valor da eletricidade que alimenta a AWS e que não considera o impacto que suas pegadas crescentes causam ao meio ambiente.

A empresa foi, então, escolhida para estar entre as menos comprometidas com energias renováveis. Na avaliação, a Amazon ganhou nota F em três das quatro categorias estabelecidas pelo Greenpeace.

Segundo a Reuters, a Amazon rebateu a análise do Greenpeace e afirmou que os dados do relatório eram imprecisos. Também disse, em um comunicado, que dois de seus datacenters usam energia limpa. Já o Greenpeace afirmou que a Amazon não quis fornecer dados sobre sua demanda de energia elétrica, o que os obrigou a buscar informações em fontes governamentais.

O Twitter também foi mal avaliado. Segundo o Greenpeace, o Twitter mudou a forma como as pessoas ao redor do mundo se comunicam, mas ainda não possui datacenters próprios.

A plataforma tem permanecido em silêncio sobre o tipo e a quantidade de energia elétrica que alimenta os datacenters que aluga. “O Twitter está aquém dos seus concorrentes de mídias sociais”, diz o relatório.

O Greenpeace elogiou empresas como Facebook, Google, Apple pelos enormes progressos que fizeram na alimentação de seus datacenters com energia proveniente de fontes renováveis, como eólica, solar e hidrelétrica.

A Apple, que construiu uma usina de energia solar na Carolina do Norte, ganhou as melhores notas. Já Microsoft e Yahoo receberam notas medianas no relatório, que analisou o consumo de energia de 300 empresas de tecnologia.