Gigantes punem rede social de trumpistas e causam revolta de CEO

As duas gigantes escalaram, com o movimento, uma campanha de outras empresas de tecnologia para regular o conteúdo que veem como perigoso após o ataque ao Capitólio

A Apple e a Amazon retiraram o suporte ao Parler, colocando um obstáculo à rede social que ganhou popularidade entre conservadores. Ao mesmo tempo, as duas gigantes escalaram, com o movimento, uma campanha de outras empresas de tecnologia para regular o conteúdo que veem como perigoso após o ataque ao Capitólio, em Washington, por apoiadores do presidente americano Donald Trump.

A Amazon informou no sábado que não forneceria mais serviços de computação em nuvem para o Parler, e a Apple suspendeu o aplicativo da empresa de sua App Store. As duas empresas afirmaram que o Parler não demonstrou, em conversas recentes, que pode endereçar adequadamente a ameaças de violência feitas através da plataforma.

"Sempre demos suporte aos diferentes pontos de vista representados na App Store, mas não há lugar em nossa plataforma para ameaças de violência e atividade ilegal", afirmou a empresa em um comunicado. "O Parler não tomou as medidas adequadas para endereçar a proliferação dessas ameaças à segurança das pessoas."

Os anúncios da Amazon e da Apple vêm um dia após o Google suspender o Parler de sua própria loja de aplicativos, citando violações aos requerimentos de moderação de conteúdo aos apps que distribui.

O Parler tem se posicionado como uma alternativa a plataformas maiores. Suas regras não proíbem discursos de ódio e informações falsas, mas banem spams, ameaças de violência e outras atividades ilegais.

Parler x Twitter 

Após a Apple anunciar que suspendeu a Parler de sua plataforma até que a rede social passe a moderar o seu conteúdo, o presidente do Twitter, Jack Dorsey, comemorou nas redes sociais. O executivo postou uma foto dos Top Charts na App Store com um emoji de coração. Antes da Apple banir a Parler, o app era o mais baixado na plataforma. 

O presidente da Parler, John Matze, não gostou do comentário feito por Dorsey e respondeu na sua própria rede social o tweet. “Sim, éramos o número um até que a multidão de notícias falsas no Twitter e seus amigos anticompetitivos foram atrás de nós", escreveu Matze. Ele acrescentou: "Isso é muito fofo."

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