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Airbus alerta clientes para problema em motores do A400M

Nota pede que os operadores realizem controles específicos e regulares da ECU (Unidade de Controle Eletrônico) em todos os motores do avião antes do voo

Nota pede que os operadores realizem controles específicos e regulares da ECU (Unidade de Controle Eletrônico) em todos os motores do avião antes do voo (Cristina Quicler/AFP)

Nota pede que os operadores realizem controles específicos e regulares da ECU (Unidade de Controle Eletrônico) em todos os motores do avião antes do voo (Cristina Quicler/AFP)

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Da Redação

Publicado em 19 de maio de 2015 às 10h35.

Paris - A Airbus Defence and Space (Airbus DS) enviou uma nota de alerta aos clientes de seu avião de transporte militar A400M, solicitando controles no sistema de gestão eletrônica dos motores, após o acidente com uma de suas aeronaves no dia 9 de maio, que deixou quatro mortos em Sevilha (sul da Espanha).

Esta nota "pede que os operadores realizem controles específicos e regulares da ECU (Unidade de Controle Eletrônico) em todos os motores do avião antes do voo, e que realizem controles suplementares após uma eventual substituição do motor ou da ECU", indicou a Airbus DS em um comunicado.

A Airbus, no entanto, não estabeleceu uma conexão entre este problema e o acidente com o A400M na Espanha, uma aeronave que realizava um voo de testes antes de ser entregue à Turquia em julho.

A nota emitida pelo grupo é resultado "das análises internas na Airbus DS e forma parte de suas atividades permanentes em matéria de navegabilidade, independentemente da investigação oficial em andamento", ressaltou a Airbus DS.

"Estas informações foram igualmente transmitidas de forma imediata às autoridades encarregadas da investigação" na Espanha, acrescentou a empresa.

As autoridades militares espanholas, concretamente a Comissão de Investigação técnica de Acidentes de Aeronaves Militares (CITAAM), devem apresentar suas conclusões ao juiz encarregado do dossiê.

Após o acidente, que deixou dois pilotos e dois engenheiros mortos, além de outros dois feridos em estado grave, Alemanha, Grã-Bretanha, Turquia e Malásia suspenderam os voos das aeronaves em serviço.

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