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Power banks estão proíbidos em voos, segundo nova norma de agência de aviação internacional

Mudança aprovada pelos 36 países do conselho da ICAO, agência de aviação civil da ONU, proíbe recarga durante o voo, fixa teto de dois power banks por pessoa e será distribuída aos 193 Estados-membros, incluindo o Brasil

Parceiro de viagens: Nova regra da ICAO limita power banks e amplia pressão sobre passageiros em voos (Getty Images)

Parceiro de viagens: Nova regra da ICAO limita power banks e amplia pressão sobre passageiros em voos (Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 30 de março de 2026 às 16h01.

A ICAO, sigla em inglês para Organização da Aviação Civil Internacional, decidiu endurecer as regras para o transporte de power banks em voos comerciais. A mudança foi baseada em recomendações do painel técnico de mercadorias perigosas e recebeu aval da Comissão de Navegação Aérea antes de ser aprovada pelos 36 Estados que integram o conselho da entidade.

Agora, um adendo às instruções técnicas será enviado aos 193 países-membros da organização, grupo do qual o Brasil faz parte.

Na prática, a nova diretriz cria duas mudanças centrais para passageiros. A primeira é a proibição de recarregar power banks durante o voo. A segunda é o limite máximo de dois carregadores portáteis por pessoa a bordo.

A própria ICAO informou que a restrição vale para passageiros, enquanto tripulantes ainda poderão usar esses dispositivos quando isso for necessário para a operação da aeronave e dentro de requisitos específicos.

O motivo

O pano de fundo dessa mudança é o risco associado a baterias de lítio, que podem superaquecer e iniciar incêndios. No Brasil, a Anac já orienta que carregadores portáteis são proibidos na bagagem despachada, justamente porque esses itens precisam permanecer na cabine para permitir reação rápida da tripulação em caso de incidente.

É nesse ponto que a nova decisão internacional se conecta ao cenário brasileiro. A Anac informa oficialmente que o país, por ser signatário da Convenção de Chicago, adota o que está previsto no Anexo 18 da ICAO e em suas instruções técnicas, o Doc 9284. Em paralelo, o RBAC 175, regulamento brasileiro para artigos perigosos, incorpora requisitos do Doc 9284. Em outras palavras, o entendimento de que o Brasil entra nessa leva faz sentido regulatório, embora a forma exata de implementação e fiscalização local ainda dependa da comunicação operacional da agência e dos aeroportos.

A tendência é que a fiscalização fique mais visível nos aeroportos. Terminais asiáticos, especialmente na China, já ganharam fama por checar capacidade, estado físico e conformidade de baterias portáteis, e inspeções desse tipo podem se tornar mais frequentes em outros mercados à medida que a orientação da ICAO for absorvida pelas autoridades nacionais. O ponto que permanece inalterado é um dos mais importantes: power banks continuam proibidos na bagagem despachada.

 

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