Enquanto não é vendida, Sabesp vai às compras

Especulada na lista de estatais privatizáveis, a companhia mantém seus planos de investimento e até mesmo busca adquirir participação em outras empresas
 (Germano Lüders/Exame)
(Germano Lüders/Exame)
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Jiane Carvalho

Publicado em 19/11/2020 às 05:55.

Última atualização em 13/08/2021 às 15:39.

Alvo recorrente de especulações sobre sua privatização, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fez neste ano um movimento que surpreendeu o mercado. Enquanto muitos esperavam o início da venda da empresa após a aprovação do novo marco legal do setor, em julho, a estatal decidiu participar como compradora do leilão de privatização da Casal, empresa de saneamento de Maceió, em Alagoas.

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    Não ganhou a concorrência, mas mandou o recado. “Sobre privatização ou capitalização da Sabesp, perguntem ao governador [João Doria] ou ao secretário [Henrique Meirelles]. De nossa parte, seguimos trabalhando e vendo oportunidades para melhorar e expandir a operação”, diz Benedito Braga, presidente da Sabesp.

    A ordem é ignorar as especulações e seguir com o plano de investimento de 20,2 bilhões de reais até 2024. São aportes para atender à demanda crescente por água e sanea­mento e também para desenvolver projetos de economia circular, como produção de fertilizantes ou geração de energia a partir do esgoto. Um dos projetos mais importantes em curso é o Novo Rio Pinheiros, parte das iniciativas para despoluir o rio. O projeto consumirá 1,7 bilhão de reais até 2022.