Conheça as vinícolas brasileiras que valem a viagem

Napa Valley verde-amarelo ou Toscana nacional? Conheça vinícolas do país que valem a viagem — desde que a atual pandemia permita, é claro

GuaspariEspírito Santo do Pinhal, SP

Lá se vão 15 anos desde que a guaspari começou a sair do papel, em 2006, com o plantio de uvas em 6 hectares. De lá para cá, a vinícola se consolidou como uma das melhores do país — mesmo enraizada em Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo. Por trás do projeto, que custou uma quantia milionária, não divulgada, está a discreta família Guaspari, dona da holding MSP Participações, de empresas mineradoras. A iniciativa disse a que veio com os primeiros frutos, como o Syrah Vista da Serra 2011 e o Sauvignon Blanc 2012, que ganharam espaço cativo em restaurantes como Maní e Fasano e elogios do crítico inglês Steven Spurrier. O concurso Decanter World Wine Awards premiou o Vista do Chá 2012 e o Vista do Chá 2014 com a medalha de ouro. Como deu tão certo? O mérito, em boa parte, é do terroir, caracterizado pelo solo seco e granítico, altitude de 1.000 metros e amplitude térmica nos meses frios. Cinematográfica, a propriedade de 800 hectares (50 deles tomados por vinhedos) recebe turistas desde 2017. O passeio mais rápido inclui uma visita aos vinhedos e termina com a degustação de dois vinhos, a 98 reais por pessoa. 

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CristofoliBento Gonçalves, RS

Cristofoli: oito tipos de experiências para entreter os visitantes e almoço por 145 reais por pessoa

Cristofoli: oito tipos de experiências para entreter os visitantes e almoço por 145 reais por pessoa (Divulgação/Divulgação)

Nas mãos de uma família com 130 anos de tradição no mundo do vinho, a Cristofoli lista oito experiências para entreter os visitantes. O almoço harmonizado, servido no jardim da propriedade, custa 145 reais por pessoa e inclui pratos como ossobuco com polenta e bruschettas variadas. O piquenique em meio aos vinhedos, movido a vinhos, queijos, embutidos e afins, custa 195 reais para duas pessoas. 

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FerreiraPiranguçu, MG

O pontapé da iniciativa de Dormovil Ferreira remonta há dez anos. Foi quando ele plantou em sua propriedade, próxima a São Bento do Sapucaí, em São Paulo, 225 mudas da uva merlot. A sugestão veio do engenheiro-agrônomo Rodrigo Ismael, que comanda o Entre Vilas, misto de restaurante e vinícola na mesma região. O primeiro vinho, bem artesanal e provavelmente cheio de defeitos, ficou pronto já no ano seguinte — foram apenas 18 garrafas. Hoje a vinícola dispõe de 20 hectares de vinhedos, cobertos dia e noite com mantas de plástico que protegem das chuvas excessivas da região, que poderiam encharcar as raízes. Dormovil adota o método de colheita tradicional — ou seja, no verão — e aposta em 14 variedades de uvas, da marselan à granache. Seus vinhos mais conhecidos são o Fumé Blanche, um sauvignon blanc elogiado (300 reais o da safra 2019), e o São Bernardo, tinto que mescla sete castas (250 reais, também de 2019). A vinícola promove degustações a partir de 100 reais por pessoa. 

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PizzatoBento Gonçalves, RS

Criada em 1999, foi um passo natural na trajetória da família que fundou a Pizzato — dedicada ao cultivo de uvas desde que um antepassado, Antônio Pizzato, trocou a Itália pelo Brasil no final do século 19. Ganhou projeção com vinhos como o Pizzato Merlot de Merlots Reserva (149,90 reais), o cabernet sauvignon Fausto de Pizzato (79,90 reais) e o tannat Nervi Reserva (139,90 reais). Instituídas a partir de 2011, as visitas já representam cerca de 25% do faturamento da Pizzato. Por 29 reais, cada visitante pode degustar cerca de seis vinhos e espumantes. As degustações harmonizadas que envolvem seis rótulos e seis queijos regionais, pães e azeite sai por 150 reais para duas pessoas. 

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MioloBento Gonçalves, RS

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No final de janeiro a Miolo, um dos nomes nacionais mais conhecidos do mundo do vinho, acrescentou mais uma atividade à sua lista de atrativos para os visitantes. Trata-se de uma degustação de espumantes ao ar livre, promovida a 45 metros de altura, no topo da torre da propriedade (ao preço de 90 reais por pessoa). Antes do espocar das garrafas, os visitantes — só são aceitos grupos pequenos — são convidados a explorar os vinhedos e a área de produção. A torre ganhou bancos, almofadas, toldo, TV, bancadas e nova iluminação, o que permite seu uso tanto de dia quanto à noite. É degustação com emoção. 

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Cave do SolBento Gonçalves, RS

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Instituída em setembro do ano passado, a Cave do Sol pertence a uma família que vive da produção de vinhos desde 1927 — o espumante Vitória Lúcia Nature (196,50 reais) e o cabernet sauvignon Vulcano (57,50 reais) são alguns dos rótulos mais conhecidos do portfólio. Dos mais de 5.000 metros quadrados de área construída, quase metade é dedicada ao enoturismo. Para não se limitar às degustações, a vinícola criou uma atividade que ganhou o nome de “saudação ao Sol”. Trata-se de uma aula de ioga e meditação que também envolve visita à propriedade e degustação de espumantes, sucos e antepastos (180 reais). A atividade ocorre no cômodo cujo piso foi decorado com um mosaico colorido inspirado no Sol — banhado, dia e noite, pela luz natural, graças a uma janela no teto.

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Villa Santa Maria | São Bento do Sapucaí, SP

Começou como muitas vinícolas têm início — com uma casa de campo. Foi para ter a deles que o investidor Marco Carbonari e sua mulher, Célia, arremataram uma área no município de São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, em 2001. Batizada de Villa Santa Maria, a propriedade começou a ganhar nova feição três anos depois, quando o casal resolveu dar vazão a um novo sonho, o de produzir vinhos. Sob a supervisão do viticultor Murillo Albuquerque Regina, foram plantadas 4.500 mudas de uvas, principalmente merlot, syrah, cabernet sauvignon e cabernet franc. Ampliada com o passar dos anos, hoje a propriedade se espalha por 90 hectares, dos quais 25 estão tomados por vinhedos. Assim como na Vinícola Guaspari, aqui também optou-se pela técnica da dupla poda — registre-se que os vinhos aqui, embora promissores, não se comparam aos da vinícola paulista. Todos os rótulos produzidos até agora foram batizados com o nome da avó de Marco, Brandina (1912-1996). O mais caro, um blend de uvas syrah e merlot, safra 2019, custa 199 reais. O branco que mescla sauvignon blanc e riesling, do mesmo ano, é vendido por 99 reais. Convém degustá-los nos instagramáveis jardins da sede, de arquitetura arrojada, ou no restaurante dela. Este último prepara receitas como ceviche de truta e agnolotti de muçarela de búfala ao molho de queijos (a sequência com couvert, entrada, prato principal e sobremesa custa 140 reais por pessoa). Visitas guiadas aos vinhedos custam simbólicos 10 reais.

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Programa harmonizado

Lojas que também são bares e restaurantes tornam a compra de vinhos da Grand Cru bem mais atraentes 

Um dos chamarizes do Barletta, nos Jardins, em São Paulo, inaugurado no fim do ano passado, é o endereço — o mesmo de uma loja da Grand Cru. Cada estabelecimento tem a própria entrada, mas entre os dois não há divisória. A vantagem para quem vai ao winebar é poder consumir qualquer vinhos a preço de loja; para quem vai à Grand Cru é emendar as compras a um happy hour. Das 89 unidades da importadora, 72 são franquias e 56 têm um bar ou restaurante para chamar de seu, a cargo do franqueado ou de um terceiro. É uma das razões para o sucesso da importadora, da qual o grupo Aqua Capital detém 77% (a fatia restante pertence aos argentinos Victor e Mariano Levy, que fundaram a Grand Cru, em Buenos Aires, em 1998, e a Marcos Shayo). A empresa fechou 2020 com faturamento de 233 milhões de reais, 5% a mais em relação a 2019, e quer terminar o ano com 310 milhões de reais.  


 (Publicidade/Exame)

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