O verão do distanciamento

Numa época de exceção, a estação terá menos folgas sob o sol e mais diversão em casa — boa hora para ver filmes em streaming

A pandemia de covid-19 dominou 2020 e mudou rotinas. Não será diferente no verão que começa em 21 de ­dezembro. Para muitos, os planos de curtir folgas ou férias na praia vão dar lugar ao reco­lhimento em casa. E quem seguiu trabalhando em home office na ­qua­rentena poderá colocar em dia o entretenimento. Entre os filmes no ­streaming, O Céu da Meia-Noite, dirigido por George Clooney, é a principal estreia de fim de ano da Netflix.

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Trata-se de uma ficção científica de impacto visual, ambientada na Terra e no espaço em 2049. Além da direção, Clooney interpreta Augustine Loft­house,­ um amargurado cientista basea­do no Ártico que depara com um apocalipse de circunstâncias misteriosas. Mesmo com o fim do mundo iminente, ele busca salvar um grupo de astronautas em missão. Entre os viajantes espaciais está uma astronauta grávida, interpretada por Felicity Jones. A história é baseada em Good Morning, Midnight, livro da escritora americana Lily-Brooks Dalton, de 2016.

 (Divulgação/Exame)

O Céu da Meia-Noite é uma aposta da Netflix para o Oscar de 2021, com a esperança de repetir o triunfo do mexicano Roma, primeiro longa-metragem de ficção produzido pela plataforma a conquistar a estatueta — no total, foram três na cerimônia de 2019, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme Estrangeiro.

 (Divulgação/Exame)

Ya No Estoy Aquí, disponível na Net­flix desde maio, é o indicado do México ao prêmio da Academia para Melhor Filme Estrangeiro. Traz a história do líder de uma gangue de Monterrey que adora dançar cumbia, entra em choque com traficantes locais e tem de fugir para os Estados Unidos. Outra produção da Netflix vem da Coreia do Sul e estreou em 27 de novembro. É o suspense A Ligação, em que uma psicopata amea­ça a vida de outra garota com quem se comunica por telefone, embora estejam separadas no tempo e no espaço por mais de 20 anos.

 (Divulgação/Exame)

Mais um enredo fora do padrão é o de O Som do Silêncio, disponível na Amazon Prime Video desde 4 de ­dezembro. O foco está num baterista de heavy metal que começa a perder a audição e encara perspectivas sombrias para sua profissão e para sua vida. A atuação de Riz Ahmed ganhou elogios. Ele aprendeu a linguagem de sinais e a tocar bateria em seis meses. Está cotado para uma indicação ao Oscar. A Amazon também espera uma indicação para Olivia Cooke como Atriz Coadjuvante.

 (Divulgação/Exame)


STREAMING

Plataformas de clássicos

Netmovies, Oldflix e Mubi oferecem opções aos fãs do cinema antigo

As plataformas de vídeo têm pouco material para os clássicos. Três serviços online buscam preencher essa lacuna. A Netmovies liberou, desde o fim de outubro, seu conteúdo por meio de cadastro gratuito, com exibição de publicidade. Já Oldflix e Mubi são acessíveis no Brasil com assinaturas pagas.

No catálogo de 2.500 títulos do Netmovies há comédias de Charlie Chaplin, Buster Keaton e Irmãos Marx; filmes de terror, como Frankenstein (com Boris Karloff) e Drácula (com Bela Lugosi); a nata do expressionismo alemão pré-nazismo, como Metrópolis e M, o Vampiro de Dusseldorf, obras de Federico Fellini e Luis Buñuel; e O Terceiro Homem, thriller com Orson Welles. O Oldflix tem três planos de assinatura mensal com preços de 12,90 a 16,90 reais.

Há espaço para Alfred Hitchcock e comédias italianas dos anos 1960, filmes com Elvis Presley e produções como Casablanca, Lolita e A Primeira Noite de um Homem. Também estão disponíveis as séries M*A*S*H, Os Monkees, Jeannie É um Gênio e Agente 86.

Com assinatura de 27,90 reais mensais, o Mubi faz uma estreia por dia, que fica disponível por um período. Entre clássicos e obras cult, ainda oferece produções dos últimos anos.

 (Divulgação/Exame/Exame Hoje)


STREAMING

Sabores orientais

Série da Netflix exibe tradições culinárias de diversas regiões da China

Para quem gosta de programas sobre gastronomia que pesquisam a história cultural dos alimentos e dos povos, a produção chinesa A Origem do Sabor é fascinante. Documentário em série, acaba de ter sua terceira temporada disponibilizada recentemente na Netflix, com dez novos episódios.

Cada temporada se dedica a uma região e cada episódio curto (de, no máximo, 14 minutos) trata de um ingrediente ou um prato típico e como foi aproveitado na culinária do país mais populoso do mundo.

A primeira temporada, que estreou em 2019 com 20 episódios, esmiúça a culinária de Chaoshan, no leste do país, e aborda de algas marinhas a carne de boi e peixe, ostras e mexilhões, salmouras e tofu. A segunda temporada, com dez episódios, se concentra na montanhosa província de Yunnan, no sudoeste, vizinha à região do Tibete. Os destaques são frutas, laticínios, bolo de arroz e presunto.

A nova temporada se dedica a Gansu, no noroeste chinês, próxima ao Deserto de Gobi. A culinária regional faz uso de carneiro, batatas, vísceras, noodles e até raiz de lírio. Cada episódio faz pensar em como esses cardápios se mantêm como tradição de séculos.

 (Divulgação/Arte/Exame)

 

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