Turntable PP-1, por Waiting For Ideas (Waiting For Ideas/Divulgação)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.
O segmento de alta tecnologia e design industrial vive uma era de redefinição profunda em 2026. Os objetos mais cobiçados do momento operam na intersecção entre o minimalismo estético e a resolução inteligente de problemas urbanos.
É um mercado voltado para um público que busca exclusividade, beleza escultórica e que valoriza a chamada "engenharia da contenção" — em que menos recursos visuais significam maior precisão e sofisticação. Veja abaixo quatro gadgets para ficar de olho:
Há algo de 2001: Uma Odisseia no Espaço no PP-1: um monólito de alumínio que, em vez de despertar primatas, convida a ouvir um disco inteiro. Lançado em fevereiro de 2025, é o primeiro produto físico do estúdio parisiense Waiting For Ideas, fundado em 2021 por Jean-Baptiste Anotin, designer que passou anos criando espaços de varejo para Lacoste e Reebok.
Sua contribuição para a música foi radical por subtração. O PP-1 é usinado a partir de um bloco de alumínio, com o prato rebaixado para que o vinil fique nivelado à superfície. O que se vê: um objeto que funciona até em pé, com o disco girando na vertical, como uma escultura cinética. A pureza, claro, tem preço de galeria. Preço: 6.050 dólares
Tatamel Bike, por ICOMA (Icoma/Divulgação)
Toda boa história de design japonês começa com uma obsessão improvável. A de Takamitsu Ikoma, ex-designer de brinquedos da Takara Tomy, era construir um veículo que se comportasse como um Transformer. O resultado é o Tatamel, do verbo tatamu, “dobrar”, a mesma raiz de “tatame”. Em 2024, deixou de ser protótipo e virou produto.
A proeza é geométrica: uma moto elétrica, com motor de 600 W, e velocidade de scooter urbana, que se dobra em segundos num bloco compacto. É design que entende a cidade contemporânea, o convívio em condomínios e o medo de furto, respondendo com a solução mais japonesa possível: dobrar o problema até ele caber em qualquer cantinho. Preço: 3.300 dólares
Paper Pure, por reMarkable (reMarkable/Divulgação)
A norueguesa reMarkable construiu um tipo de Kindle para criativos que gostam de desenhar. Trata-se de um exercício de contenção nórdica: corpo de magnésio reciclado e painel E Ink Carta 1300, com o preto mais profundo e o branco mais limpo da categoria.
A decisão mais polêmica é a ausência de luz frontal, escolha para preservar a experiência mais fiel ao papel, ainda que condene o usuário à iluminação das próprias ideias. Preço: 399 dólares
Go Gen 3, por Polaroid (Polaroid/Divulgação)
A Polaroid já morreu duas vezes, em 2001 e novamente em 2008, antes de ser ressuscitada por um grupo de entusiastas holandeses. Da teimosia veio a Go Gen 3, que mantém o formato de bolso e o filme miniatura, mas corrige duas queixas: ganhou uma lente mais nítida e um flash de xenônio — luz dura, branca e honesta, daquelas que definiram sua estética. Preço: 89 dólares
