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Cartas de amor à musa: veja a coleção de fotos que ilustra o Calendário Pirelli 2023

O Calendário Pirelli 2023, assinado por Emma Summerton, é uma celebração à força das mulheres

Calendário Pirelli 2023: Wasser, a atleta, faz parte da coleção (Emma Summerton/ Pirelli/Divulgação)

Calendário Pirelli 2023: Wasser, a atleta, faz parte da coleção (Emma Summerton/ Pirelli/Divulgação)

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Carlo Cauti, de Milão

Publicado em 15 de dezembro de 2022, 06h00.

O fascínio de uma suposta fragilidade que se torna força. Essa é a mensagem que as modelos escolhidas para o Calendário Pirelli 2023 transmitem nas fotos de Emma Summerton.

Para a 49a edição do The Cal, o mais celebrado calendário do mundo, a fotógrafa australiana procurou musas, figuras capazes de influenciar positivamente seu redor. E dedicou-lhes declarações de carinho e respeito em cada foto. Até no título: Cartas de amor à musa.

“As musas originalmente representavam não apenas fontes de inspiração mas também pessoas talentosas na literatura, nas ciências e nas artes”, explicou Summerton, que já assinou mais de 50 capas de revistas de moda, em entrevista à EXAME Casual.

Por isso, a artista atribuiu um papel diferente a cada uma das 14 modelos fotografadas para o calendário. Mulheres escolhidas não só pela beleza mas também pela versatilidade­ de seus talentos e pela dedicação a causas.

São elas Lila Moss, como vidente; Guinevere Van Seenus, a fotógrafa; Adwoa Aboah, a rainha; Karlie Kloss, a especialista em tecnologia; Sasha Pivovarova, a pintora; Lauren Wasser, a atleta; Emily Ratajkowski, a escritora; Cara Delevingne, a artista; Bella Hadid, a elfa; Kaya Wilkins, a musicista; Precious Lee, a contadora de histórias; He Cong, a sábia; Adut Akech, a caçadora de sonhos; e Ashley Graham, a ativista.

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Cara Delevingne, a performista (Emma Summerton/ Pirelli/Divulgação)

Um trabalho de 28 fotos realizadas entre Nova York e Londres, com um estilo onírico que celebra não apenas a arte mas também a imagem das mulheres, exaltando diversos pontos de vista. Cada uma delas com uma suposta fraqueza própria. Mas todas com uma enorme vontade de transformá-la em algo superior. Em uma força.

Guinevere, por exemplo, é uma modelo de 46 anos. Dona de uma beleza deslumbrante, é considerada “velha demais” para as passarelas. “Com os anos passando, as discriminações por minha idade iam aumentando. Mas nunca me senti tão bem como hoje”, disse.

A modelo Lauren Wasser quase morreu por um choque anafilático provocado por um gel de um absorvente interno usado por tempo demais. Ela teve ambas as pernas amputadas, começou a usar próteses douradas, que se tornaram sua assinatura, e hoje treina com a seleção paralímpica dos Estados Unidos, corre a Maratona de Nova York e desfila para Louis Vuitton, Adidas e H&M.

“Decidi tornar pública minha condição. De um desfecho quase mortal surgiu uma ativista que quer salvar outras mulheres”, diz. Já Adut Akech, modelo do Sudão do Sul, refugiou-se na Austrália durante a sangrenta guerra civil em seu país. “Nunca terei vergonha de coisas como crescer em um campo de refugiados. Se eu consegui chegar aonde estou, todos conseguem”, disse ela.

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Guinevere Van Seenus, a fotógrafa (Emma Summerton/ Pirelli/Divulgação)

Para Marco Tronchetti Provera, CEO global da ­Pirelli, “as crises, como a atual, são momentos de grandes oportunidades. Momentos em que entendemos a necessidade de trabalhar juntos para superar os desafios. É também por isso que é necessário dar às mulheres cargos de maior responsabilidade. A contribuição delas é essencial”.

Com sua nova edição, o Calendário Pirelli se confirma como ícone da arte moderna, da elegância e da exclusividade. A obra não é comercializada, mas somente distribuída para personalidades selecionadas.

O The Cal é um marco temporal que representa não apenas a evolução da fotografia mas também as mudanças da sociedade e dos temas debatidos ao longo de um tempo cadenciado pelas próprias páginas do folhetim. Mês após mês, ano após ano.

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