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A volta do clericot? No verão, bebida vira desejo do brasileiro

Coquetel refrescantes ganha destaque nos bares e restaurantes e acompanha a ascensão dos vinhos brancos

Jarra de clericot: opção para compartilhar em dias quentes (Divulgação/Divulgação)

Jarra de clericot: opção para compartilhar em dias quentes (Divulgação/Divulgação)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 18 de dezembro de 2025 às 06h00.

Última atualização em 18 de dezembro de 2025 às 07h57.

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O verão brasileiro combina com sol, mar ou piscina — e um drinque refrescante. No ano passado, o espanhol Jerez, vinho fortificado, se tornou tendência na coquetelaria. Agora, é o clericot que está de volta.

Muito popular na Argentina e no Uruguai, a bebida é uma combinação de vinho branco com frutas frescas e uma dose de licor de laranja, servida bem gelada. Preparado em uma jarra, é um drinque perfeito para compartilhar com amigos e família — e está voltando com força ao cardápio de bares e restaurantes brasileiros.

Originário da França no século 19, o clericot é bastante versátil. Sem receita predefinida, o drinque abre espaço para a escolha de frutas diversas e variações de acordo com o gosto pessoal ou a comida de acompanhamento. A Mercearia do Conde, em São Paulo, tem uma versão com vinho branco, cherry brandy, conhaque e frutas frescas. “Também temos a Jarra de Valência, com espumante e suco de mexerica”, diz a restauratrice Maddalena Satasi.

Daniel Sahagoff, sócio do ­Cantaloup, acredita que o retorno do clericot é reflexo direto da força do vinho branco: “a bebida voltou ao centro das atenções porque entrega um frescor que combina muito com o nosso clima.”

Um levantamento da ProWine destacou que o mercado de brancos já representa entre 22% e 23% das vendas de vinho no Brasil, o equivalente a 105 milhões de litros por ano.

“Muitos clientes pedem outros clássicos que não estão no cardápio, como o clericot”, diz Mateus Turner de Godoy, sócio da Casa Santo Antônio. “Essa retomada revela um público cada vez mais interessado em revisitar coquetéis tradicionais, que têm história e personalidade.”


Com gás

De origem alemã, o “spritz” ficou conhecido principalmente pelo Aperol Spritz, que é feito com espumante e água com gás. Mas a verdade é que a nomenclatura não é restrita somente a essa preparação.

Coquetéis com Gray Whale Gin, Belle de Brillet e outros licores estão se tornando tendência na coquetelaria brasileira.

O drinque do momento, destaca o mixologista Alê D’Agostino, do Guilhotina Bar, é o Hugo Spritz, feito com espumante, licor de flor de sabugueiro, água com gás e hortelã. “Pensando em drinques do verão, claro que preparos com vinhos brancos, rosés e espumantes são boas pedidas. Para este verão acredito que a trilogia formada com pouco ou sem álcool, baixo teor de açúcar e herbais deve ser tendência.”

Versões sem álcool das bebidas spritz também terão seu momento neste verão, acompanhando a tendência de consumo da nova geração.

Dados da pesquisa da IWSR mostram que a categoria de bebidas sem álcool no mundo deve crescer 7% ao ano até 2028 — um total de 4 bilhões de dólares no mercado de bebidas.


Para brindar

Drinques à parte, momentos festivos pedem o espocar de uma garrafa de champanhe. A Moët & Chandon, referência no setor, lançou duas bebidas exclusivas para terminar 2025 em clima de comemoração: o Impérial Brut EOY 2025, uma garrafa avermelhada, e o Rosé Impérial EOY 2025, com embalagem rosada.

As cores foram escolhidas para representar a conexão humana típica desta época do ano: amor e celebração, considerados essências da marca. Ambas as versões dos champanhes estão disponíveis como Garrafa Edição Limitada EOY e Caixa de Presente (Giftbox).


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