O que é Vape? Entenda os malefícios do uso do cigarro eletrônico

Assim como o cigarro convencional, o cigarro eletrônico também faz mal à saúde
Cigarros eletrônicos: uso gera dependência assim como o cigarro tradicional (Nick Ansell/Getty Images)
Cigarros eletrônicos: uso gera dependência assim como o cigarro tradicional (Nick Ansell/Getty Images)
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Antonio SouzaPublicado em 07/07/2022 às 13:22.

Os efeitos negativos dos cigarros eletrônicos são altamente conhecidos pela comunidade médica. Além de contribuir para o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, o fumo também está associado a doenças crônicas e enfermidades no corpo humano.

Com diferentes essências e com uma ideia de ser mais inofensivos que o tabaco tradicional, os cigarros eletrônicos se popularizaram principalmente entre os jovens. O consumo excessivo pode provocar consequências tão graves quanto as do cigarro comum porém muitos ainda desconhecem tais malefícios.

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O que é um cigarro eletrônico?

Também conhecido como vape, smok, jull, ou simplesmente “caneta” por conta do seu formato, trata-se de um dispositivo de bateria no qual é colocado um líquido concentrado de nicotina, que é aquecido e inalado pelo usuário. Esse líquido além da nicotina, possui ainda produtos solventes como água, propilenoglicol, glicerina e aromatizantes para dar sabor.

Quais os malefícios do cigarro eletrônico?

Assim como o cigarro convencional, o cigarro eletrônico faz mal à saúde principalmente devido a liberação de nicotina. Essa substância, também presente nos cigarros tradicionais, possui um maior poder de vício, ou seja, ao ser inalado provoca uma dependência assim como outros tipos de droga.

A sensação de prazer despertada pelo uso do cigarro em um contexto de descontração, irá tornar difícil o abandono do hábito. Todos os momentos que o usuário inalar a substância, o circuito de recompensa cerebral é acionado. Essa recompensa libera a dopamina (hormônio do prazer).

Por que foi proibido pela Anvisa?

Emitida em 2009, a proibição deve-se ao fato do órgão não ter dados científicos que comprovem a eficácia e segurança da utilização do cigarro eletrônico. Essa proibição é apenas para venda, importação e propaganda do aparelho.

A Anvisa divulgou um novo relatório nesta quarta-feira,6, reiterando a proibição da venda do produto:

Nota da Anvisa:

“O relatório técnico aprovado indica a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar, o que inclui todos os tipos cigarros eletrônicos, e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular destes produtos, tais como o aumento das ações de fiscalização e a realização de campanhas educativas.”

Fonte:  https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/tabaco/cigarro-eletronico 

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