'Carrie, A Estranha': dirigido por Brian De Palma, o filme de terror se tornou um clássico (IMDB / Reprodução)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 14h48.
Última atualização em 10 de outubro de 2026 às 10h12.
"Carrie: A Estranha", romance de Stephen King publicado em 1974, já ganhou diferentes adaptações para as telas.
A primeira delas foi o filme de 1976, dirigido por Brian De Palma e estrelado por Sissy Spacek. Apesar de preservar a história central da obra, o longa apresenta diferenças importantes em relação ao livro.
A nova adaptação de "Carrie", que estreia nesta quarta-feira, 7, no Prime Video, também parte do romance original, mas atualiza a história para os dias atuais.
Antes da série, a obra já havia sido adaptada para o cinema em 1976, 1999 e 2013, além de uma versão para televisão em 2002.
Uma das principais diferenças entre o livro e o filme de 1976 está na forma como a história é apresentada. O romance de King é construído em grande parte a partir de relatos retrospectivos, como reportagens, entrevistas, documentos policiais e outros registros sobre os acontecimentos envolvendo Carrie.
O livro também inclui as memórias de Sue Snell, personagem interpretada por Amy Irving no filme, que sobrevive à noite do baile e posteriormente publica um relato sobre o massacre.
O longa de De Palma, por sua vez, apresenta a história de maneira mais tradicional, com começo, desenvolvimento e conclusão. A mudança permite acompanhar os acontecimentos de forma mais direta, sem a estrutura documental utilizada por King.
Sim. A personagem é explorada de maneira mais profunda no romance. O livro permite acompanhar com mais detalhes o medo que Carrie sente da mãe, além do conflito entre obedecer às regras impostas por ela e viver como uma adolescente comum.
A aparência da personagem também muda. No livro, Carrie é descrita como uma jovem acima do peso e com acne, características que contribuem para o bullying que sofre na escola. No filme, Sissy Spacek interpreta uma Carrie mais magra e de aparência frágil.
Os poderes telecinéticos também são explorados de forma diferente. No livro, há um episódio em que Carrie faz pedras caírem sobre a casa depois de ser repreendida pela mãe. Mais tarde, ela ameaça provocar o mesmo fenômeno caso não seja autorizada a ir ao baile.
A Carrie do livro demonstra poderes mais abrangentes do que a personagem vista no filme de 1976. Durante o massacre no baile, a destruição provocada por ela ultrapassa os limites da escola e atinge grande parte da cidade.
O romance também mostra as consequências da tragédia para Chamberlain, incluindo a declaração de estado de emergência e a tentativa de sobreviventes de deixar a região.
No filme, a destruição provocada por Carrie fica concentrada principalmente no colégio, tornando o alcance de seus poderes mais limitado.
A mãe de Carrie, Margaret White, também apresenta diferenças importantes entre as duas versões.
No livro, Margaret recebe uma história mais detalhada. Extremamente religiosa, ela é afastada dos próprios pais e exerce uma violência física e emocional ainda mais intensa sobre a filha.
A aparência também muda: no romance, Margaret é descrita como uma mulher grande, considerada feia, com cabelos brancos e óculos. No filme, Piper Laurie interpreta uma versão mais jovem, com cabelos longos e avermelhados.
A morte da personagem é uma das mudanças mais marcantes. No livro, Carrie usa seus poderes para interromper o coração da mãe. No filme, depois de Margaret tentar matar a filha com uma faca, Carrie faz facas voarem pela cozinha e atingirem a mãe, em uma cena visualmente mais elaborada.
Sim. O desfecho do livro e o do filme estão entre as diferenças mais conhecidas.
No romance, depois dos acontecimentos no baile, a história termina com uma carta sobre uma menina que estaria desenvolvendo poderes telecinéticos. O encerramento deixa no ar a possibilidade de que uma nova pessoa possa desenvolver habilidades semelhantes às de Carrie.
O filme de 1976 opta por outro caminho. A produção termina com Sue Snell tendo um pesadelo no qual visita o terreno da casa destruída de Carrie. De repente, um braço ensanguentado surge dos escombros e a agarra, fazendo Sue acordar aos gritos enquanto é consolada pela mãe.
O próprio Stephen King já afirmou que considera o final do filme melhor do que o que escreveu para o livro.
A série do Prime Video é descrita como uma reinvenção contemporânea do romance de 1974. Sob o comando de Mike Flanagan, a produção leva Carrie para um contexto marcado pelas redes sociais e pelo cyberbullying.
Na nova versão, Carrie White continua sendo uma adolescente deslocada, criada praticamente isolada pela mãe, Margaret. Depois da morte repentina do pai, ela é obrigada a enfrentar o ensino médio e um escândalo de bullying que se espalha pelas redes sociais.
Ao mesmo tempo, a adolescente começa a desenvolver misteriosos poderes telecinéticos, que se intensificam conforme sua adolescência avança.
Com oito episódios, a série também expande a narrativa original ao aprofundar personagens e acompanhar pequenas decisões que conduzem aos acontecimentos da noite que muda a história de Carrie.
A nova produção estreia nesta quarta-feira, 7, exclusivamente no Prime Video.