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YPF compra operações da Apache na Argentina

Com a aquisição de US$ 800 milhões, YPF passa a ser também o principal operador de gás


	Bomba de gás natural abastece um veículo: segundo nota da YPF, operação "pode incrementar a produção de gás em 15%"
 (Craig Hartley/Bloomberg)

Bomba de gás natural abastece um veículo: segundo nota da YPF, operação "pode incrementar a produção de gás em 15%" (Craig Hartley/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 12 de fevereiro de 2014 às 21h37.

Buenos Aires - A petrolífera YPF comprou a totalidade (45) das concessões de gás da Apache na Argentina no valor de US$ 800 milhões, segundo nota da companhia distribuída à imprensa nesta quarta, 12. Com a aquisição, a YPF, líder local em Petróleo, passa a ser também o principal operador de gás. A operação "pode incrementar a produção de gás em 15% e possibilitar a nova produção de petróleo qualidade Medanito, ótimo para as refinarias em sua produção de combustíveis de consumo de massa", ressaltou a nota.

A partir da compra da Apache, a YPF assinou um acordo para a venda de venda de 1.240 quilômetros quadrados da área de Vaca Muerta, de recursos não convencionais, à Pluspetrol, pelo valor de US$ 217 milhões. No início deste mês, a YPF anunciou a aquisição da participação de 38,45% da Petrobrás Argentina, subsidiária da estatal brasileira no país, na área de Puesto Hernández, localizada nas províncias de Neuquén e Mendoza, por US$ 40,7 milhões. A operação deu à YPF o controle total da área, na qual já detinha 61,55% de participação.

A YPF foi reestatizada pela presidente Cristina Kirchner em maio de 2012, e o governo argentino ainda mantém negociações com a espanhola Repsol para acertar o valor da indenização. No ano passado, por ocasião de um movimento de intercâmbio de oferta do Grupo Indalo para a compra dos ativos da Petrobras na Argentina, houve fortes boatos no mercado de interesse da YPF em adquirir os ativos.

Além da meta de aumentar a produção dos campos maduros que possui, a YPF busca parceiros para desenvolver a área de Vaca Muerta, de combustíveis não convencionais. O déficit energético da Argentina é um dos principais problemas do país, obrigado a importar volumes cada vez mais expressivos de combustíveis, em torno de US$ 12 bilhões por ano. Também na área de eletricidade, o país se encontra em plena crise, com cortes no fornecimento de energia na Grande Buenos Aires.

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