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Na Amazon, olho no lucro

No primeiro trimestre do ano, a varejista online Amazon, divulgou resultados em nada condizentes com sua história. Ou seja: com um lucrão, de 513 milhões de dólares. Em duas décadas de vida, a companhia sempre seguiu à risca os preceitos de seu fundador, Jeff Bezos, e se preocupou mais em crescer e ocupar espaços do […]

Amazon: analistas disseram que o aumento custaria a empresa 1 bilhão de dólares ou menos por ano (Sean Gallup/Getty Images)
DR

Da Redação

Publicado em 27 de julho de 2016 às 20h09.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h35.

No primeiro trimestre do ano, a varejista online Amazon, divulgou resultados em nada condizentes com sua história. Ou seja: com um lucrão, de 513 milhões de dólares. Em duas décadas de vida, a companhia sempre seguiu à risca os preceitos de seu fundador, Jeff Bezos, e se preocupou mais em crescer e ocupar espaços do que em ganhar dinheiro. Hoje, os resultados do segundo trimestre vão mostrar se a Amazon mudou de estratégia de vez.

Os sinais estão por aí. A Amazon tem dado cada vez menos destaque para as promoções em seus sites e apostado no relacionamento com os consumidores – e na infinita oferta de produtos – para ganhar um pouquinho mais em cada venda. Seguindo essa lógica, o futuro tão falado ao longo de duas décadas finalmente chegou para a empresa: a Amazon estaria tão poderosa que as vendas se tornaram automáticas. A ver se os números comprovam a tese.

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Há outros fatores ajudando. As ações já subiram 9% este ano e 38% nos últimos 12 meses. O relatório preliminar afirma que as expectativas são de um aumento de 27% das vendas, aproximadamente 29,3 bilhões de dólares, se comparado ao segundo trimestre do ano passado. Um dos principais responsáveis pelos bons resultados é o braço de computação em nuvem, o Amazon Web Services, que registrou aumento de 64% nas vendas no primeiro trimestre do ano, com os lucros triplicando. Passou a ser a divisão mais rentável da empresa.

A Amazon fatura mais de 100 bilhões de dólares e vale mais de 350 bilhões na bolsa. Chegou até aqui cobrando pouco, e lucrando quase nada. A dúvida é se, em sua nova fase, é possível repetir tamanho sucesso.

 

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