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TIM pode propor manter acordo de 2007 sobre Telefónica

Presidente da companhia disse que Telco considera propor aos órgãos reguladores a manutenção de acordo no qual Telefónica se compromete a não interferir na TIM


	Loja da TIM: Telefónica firmou acordo com outros sócios da Telco para elevar sua participação na holding de controle da Telecom Italia, acionista majoritária da TIM
 (Alessia Pierdomenico/Bloomberg)

Loja da TIM: Telefónica firmou acordo com outros sócios da Telco para elevar sua participação na holding de controle da Telecom Italia, acionista majoritária da TIM (Alessia Pierdomenico/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 23 de outubro de 2013 às 21h51.

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Rio de Janeiro - O presidente da TIM Participações, Rodrigo Abreu, disse nesta quarta-feira que a Telco, holding de controle da Telecom Italia, considera propor aos órgãos reguladores do Brasil a manutenção do acordo firmado em 2007, no qual a Telefónica se comprometeu a não interferir na gestão da TIM.

"As opções estão muito abertas. Uma das várias possibilidades, é que não ter uma mudança porque de fato a presença da Telefónica no bloco de controle da Telecom Italia existe desde 2007", disse.

No mês passado, a Telefónica --que no Brasil é dona da Vivo-- firmou acordo com outros sócios da Telco para elevar sua participação na holding de controle da Telecom Italia, que por sua vez é acionista majoritária da TIM Participações.

Abreu disse que, por enquanto, nada muda na TIM e que a Telefónica precisa primeiro resolver questões regulatórias no Brasil para poder ampliar o controle indireto na empresa.

"Hoje não muda absolutamente nada. Lá na frente, se aliviarem as barreiras regulatórias no Brasil, a Telefónica tem a possibilidade de subir a participação nesse grupo de controle indireto", disse.

Segundo ele, a Telecom Itália já anunciou amplamente que não existe processo de venda da TIM atualmente. "Lá na frente, várias opções estão abertas, por exemplo, a Telecom Italia pode aumentar capital, melhorar sua estrutura de resultado, decidir se vai entrar sócio novo ou não", declarou.

LEILÃO Abreu disse ainda que a TIM tem certamente interesse em participar do próximo leilão de 4G na frequência 700 MHz previsto para 2014. Segundo o executivo, no entanto, ainda existem muitas incertezas em relação ao certame.

"Enquanto essas incertezas não estiverem razoavelmente definidas... por exemplo, a limpeza do espectro, tem que existir clareza sobre isso. Porque, caso contrário, o custo vai se tornar maior", disse.

De acordo com o executivo, todas as operadoras estão interessadas em participar do novo leilão, mas aguardam uma definição mais clara das condições.

"Outro tema é qual o nível das obrigações, que não podem virar um ônus financeiro muito maior. Precisa haver complementariedade entre as obrigações já existes (no último leilão) e as obrigações novas".

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