Negócios

Superssafra de grãos impulsiona perspectiva para a Rumo, de logística

A Rumo, gigante da logística que possui 13.500 km de linhas ferroviárias, começou 2021 com o dobro de contratos do que tinha um ano atrás para o transporte de commodities

A Rumo, gigante da logística que possui 13.500 km de linhas ferroviárias, começou 2021 com o dobro de contratos do que tinha um ano atrás para o transporte de commodities (Divulgação / EXAME/Divulgação)

A Rumo, gigante da logística que possui 13.500 km de linhas ferroviárias, começou 2021 com o dobro de contratos do que tinha um ano atrás para o transporte de commodities (Divulgação / EXAME/Divulgação)

LB

Leo Branco

Publicado em 17 de março de 2021 às 19h55.

Última atualização em 17 de março de 2021 às 20h42.

O pipeline da maior operadora ferroviária nacional está repleto de contratos para transportar grãos no primeiro semestre deste ano, já que o comércio global de commodities tem sido menos incerto após o alívio da guerra comercial EUA-China, enquanto as perspectivas para a safra do Brasil ainda são de uma produção abundante.

A Rumo, gigante da logística que possui 13.500 quilômetros de linhas ferroviárias que ligam o centro agrícola do país aos maiores portos costeiros, começou neste ano com o dobro de contratos do que tinha um ano atrás para o transporte de commodities agrícolas, disse o CEO João Alberto Abreu, em entrevista.

Como o conflito comercial entre os Estados Unidos e a China foi amenizado, reduzindo incertezas do mercado agrícola global, as tradings estabeleceram mais contratos de transporte ferroviário com antecedência, disse o executivo. Além disso, os preços do diesel, que agregam custos ao transporte por caminhões dos concorrentes rodoviários, estão se recuperando após a pandemia do ano passado, enquanto os preços atrativos das commodities levaram os agricultores a vender mais grãos. “Temos um ambiente competitivo mais equilibrado neste ano.”

Em 2020, o desempenho da empresa foi atingido por um conjunto de fatores que reduziram em mais da metade suas margens de lucro, mesmo com o aumento de 4% no volume transportado. Um deles foi a concorrência mais acirrada vinda do corredor de exportação do Norte. As tradings reduziram os custos de embarque de soja e milho pelos portos da Região Norte após o asfaltamento total da BR-163, estrada que conecta o cinturão de grãos a esses terminais do chamado Arco Norte.

Impulsionado pela safra recorde no Brasil no ano passado, esse corredor carregou 16% mais soja em 2020 do que no ano anterior, segundo dados da Abiove.

A Rumo, controlada pela Cosan, espera transportar pelo menos 15% mais de commodities em 2021 em relação ao ano passado e aumentar o lucro operacional em pelo menos 9%, depois da queda de 4,3% em 2020, a empresa disse no inicio deste mês. “Esperamos que 2021 seja um ano mais favorável.”

Mesmo depois de alguns problemas climáticos, o Brasil vem colhendo uma safra recorde de soja, que será embarcada sobretudo no primeiro semestre deste ano. Para o segundo semestre, onde os line ups do porto são dominados principalmente por embarques de milho e açúcar, a perspectiva ainda é de uma produção abundante para ambas as commodities, apesar das adversidades climáticas.

O executivo disse que ainda é cedo para especular sobre o impacto do atraso histórico do plantio da segunda safra de milho, que responde por 75% da produção nacional. “Ainda temos muitos meses pela frente. Os agricultores têm tecnologia para amenizar os impactos dos atrasos ”, disse.

De 0 a 10 quanto você recomendaria Exame para um amigo ou parente?

 

Clicando em um dos números acima e finalizando sua avaliação você nos ajudará a melhorar ainda mais.

Acompanhe tudo sobre:Rumo ALLLogísticaBloombergRUMO3

Mais de Negócios

Fundo de investidoras aporta R$ 5 milhões em startup de cobrança inteligente

Quais são e quanto faturam os 10 maiores supermercados do Paraná?

Quais são os 10 maiores supermercados da Bahia? Veja quanto eles faturam

Quais são os 10 maiores supermercados do Rio de Janeiro? Veja quanto eles faturam