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Santander lucra e busca linhas crédito mais seguras

Outra mudança foi a “melhoria da gestão de crédito”, para tentar reduzir a inadimplência com linhas com riscos menores


	Outra mudança foi a “melhoria da gestão de crédito”, para tentar reduzir a inadimplência com linhas com riscos menores
 (EXAME.com)

Outra mudança foi a “melhoria da gestão de crédito”, para tentar reduzir a inadimplência com linhas com riscos menores (EXAME.com)

Karin Salomão

Karin Salomão

Publicado em 30 de julho de 2015 às 16h36.

São Paulo - O Santander apresentou o seu maior lucro no Brasil, de 4,83 bilhões de reais. Apesar de uma pequena retração na carteira de crédito, os ajustes que o banco vem fazendo nos últimos anos ajudaram a aumentar os ganhos recorrentes da companhia.

O lucro histórico foi resultado de ganhos extraordinários de 4,77 bilhões de reais, que resultaram em 3,16 bilhões de reais em lucro extraordinário.

Em junho, o banco recebeu decisão favorável no STF em uma causa sobre pagamento de Cofins, o que permitiu reverter as provisões fiscais referentes ao assunto.

Além disso, o lucro recorrente foi de 1,67 bilhão de reais, crescimento de 16,6%. Agora, a divisão brasileira corresponde a 20% do lucro líquido do grupo, pouco abaixo aos 21% do Reino Unido.

Uma das medidas de melhoria no banco foi a simplificação do processo de abertura de conta corrente, afirmou o presidente da empresa, Jesús Zabalza.

A companhia também investiu na sua frente voltada para pequenas e médias empresas, como lançamento do Santander Negócios Empresas. “Podemos esperar mais ações (para PMEs) pela frente”, disse o presidente.

Outra mudança foi a “melhoria da gestão de crédito”. Para tentar reduzir a inadimplência, o banco buscou linhas com riscos menores.

No entanto, no segundo trimestre a carteira de crédito apresentou leve queda de 1,0%, para 321,6 bilhões de reais.

Os setores que caíram foram de Grandes Empresas, com queda de 3,9%, e Financiamento ao Consumo, que caiu 2,3%.

A inadimplência subiu de 3,0% a 3,2%. No entanto, para o resto do ano "não esperamos variações na inadimplência, porque o crédito está focado em linhas mais seguras", afirmou o presidente.

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