Negócios

Petrobras diz poder ficar mais de 6 meses sem emitir dívida

Caixa volumoso dá à companhia um prazo superior a seis meses sem a necessidade de acessar mercados de dívida

Petrobras: empresa pode ajustar prazos para a divulgação de balanços para incorporar novas informações denunciadas (Sérgio Moraes/Reuters)

Petrobras: empresa pode ajustar prazos para a divulgação de balanços para incorporar novas informações denunciadas (Sérgio Moraes/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de novembro de 2014 às 13h37.

São Paulo - A Petrobras tem trabalhado com um caixa volumoso, o que dá à companhia um prazo superior a seis meses sem a necessidade de acessar mercados de dívida, na hipótese de a estatal vir a ser impedida temporariamente de buscar recursos no mercado por esse caminho, disse o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, em entrevista a jornalistas.

Os impedimentos ocorreriam em meio a atrasos na divulgação das demonstrações financeiras do terceiro trimestre, com a companhia tentando identificar desvios apontados na operação Lava Jato, da Polícia Federal.

"Temos trabalhado com volumes muito elevados de caixa, e agora (essa estratégia) vem se provar medida positiva, porque nos dá um período superior a seis meses de operação sem acessar mercado de dívida", afirmou Barbassa à imprensa, após conferência com investidores mais cedo.

Barbassa disse que não poderia dizer quanto a Petrobras tem em caixa.

O executivo afirmou ainda que empresa pode ajustar prazos para a divulgação de balanços para incorporar novas informações denunciadas. Segundo ele, as companhia não divulgará informações do terceiro trimestre incompletas.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoGás e combustíveisIndústria do petróleoEnergiaBalanços

Mais de Negócios

Do interior do Maranhão ao luxo: ele conquistou celebridades e vende ovos de Páscoa de R$ 80 mil

A 'parreira' da Páscoa nasceu de um problema no varejo - e virou símbolo no Brasil

Como a Koerich fatura R$ 1,5 bilhão sem sair de Santa Catarina — e encara gigantes do varejo

Como a inteligência artificial está transformando inovação em um jogo de probabilidades