Termas dos Laranjais: parque mais visitado do Brasil é o terceiro mais visitado do mundo (Thermas dos Laranjais/Divulgação)
Repórter de Negócios
Publicado em 28 de outubro de 2026 às 11h11.
O parque aquático Termas dos Laranjais, em Olímpia (SP), recebeu 1,95 milhão de visitas em 2025 e empatou na terceira posição do ranking mundial da Themed Entertainment Association. O Brasil colocou ainda o Hot Park e o Hot Beach entre os 20 parques aquáticos mais visitados do mundo.
Em 2025, um parque aquático do interior de São Paulo recebeu mais visitas do que cada um dos dois parques aquáticos da Disney presentes no ranking mundial. A atração brasileira também conseguiu ficar à frente de complexos dos Estados Unidos, da Europa e do Oriente Médio.
É o Termas dos Laranjais, de Olímpia, no interior paulista.
O parque recebeu 1,95 milhão de visitas em 2025 e empatou com o Therme Erding, da Alemanha, na terceira posição mundial.
Outros dois brasileiros aparecem entre os 20 maiores: o Hot Park, de Rio Quente, em Goiás, e o Hot Beach, também em Olímpia.
Os dados fazem parte do novo ranking da Themed Entertainment Association (TEA), associação internacional do setor de parques e atrações turísticas.
O levantamento mostra que os 20 parques aquáticos mais visitados do mundo somaram 31,151 milhões de entradas em 2025, crescimento de 1,7%.
Na América Latina e no Caribe, o Brasil ocupa seis das dez posições do ranking regional. E o setor, no país, está aquecidíssimo.
O Teermas dos Laranjais tem um plano de expansão de 15 anos, enquanto o Hot Beach investe em novas atrações e na construção de um quinto resort.
O Chimelong Water Park, de Guangzhou, na China, lidera o ranking mundial com 2,5 milhões de visitas. Apesar da primeira posição, o parque registrou queda de 8,8% em relação a 2024.
Na segunda colocação está o Aquaventure World, de Dubai, com 2 milhões de visitas.
O Thermas dos Laranjais aparece logo depois, empatado com o Therme Erding.
O parque brasileiro teve crescimento de 5,4%, enquanto o concorrente alemão avançou 2,1%.
Fonte: TEA, ranking mundial de parques aquáticos de 2025.
O terceiro parque aquático mais visitado do mundo fica em uma cidade do interior de São Paulo que construiu parte de sua economia em torno do turismo de águas termais.
Fundado em 1987, o Termas dos Laranjais nasceu como um clube social em Olímpia.
A cidade, que tinha sua economia ligada à citricultura, passou a receber turistas interessados nas piscinas abastecidas por águas quentes subterrâneas.
Com o tempo, o clube virou um parque com mais de 60 atrações. A operação passou a exigir investimentos em toboáguas, piscinas e equipamentos capazes de atender milhares de visitantes por dia.
O resultado aparece na evolução do público. Em 2024, o Thermas dos Laranjais havia registrado 1,85 milhão de visitas. Em 2025, chegou a 1,95 milhão, um acréscimo de 100.000 entradas em um ano.
A expansão, porém, enfrenta um obstáculo físico. O parque está próximo de seu limite de espaço para novas atrações dentro da área atual, como a EXAME mostrou em reportagem anterior.
Uma das respostas foi apostar em brinquedos de maior porte. Entre os projetos está o Nações, um complexo de toboáguas de 33 metros de altura, que recebeu investimento de 61 milhões de reais.
Segundo a TEA, o parque atravessa seu maior ciclo de expansão, com um plano de 15 anos e mais de 300 milhões de reais em investimentos previstos.
O desafio é ampliar a capacidade de receber visitantes sem depender apenas da construção de novos brinquedos. Projetos de hotelaria e outras atrações também fazem parte dos planos de longo prazo do empreendimento.
Entre os três parques brasileiros presentes no top 20 mundial, o maior crescimento percentual veio do Hot Beach.
O complexo de Olímpia passou de 1,122 milhão de visitas em 2024 para 1,336 milhão em 2025, um aumento de 19,1%.
Foram 214.000 entradas adicionais em um ano. O resultado colocou o empreendimento na 14ª posição mundial, à frente de parques da Alemanha, da Austrália e da Coreia do Sul.
Rio Lento do Parque aquático Hot Beach (1) (Hot Beach/Divulgação)
O Hot Beach também é o parque mais novo entre os três representantes brasileiros da lista global. Inaugurado em 2017, ele faz parte do Grupo Ferrasa, empresa que começou no setor de construção civil e depois passou a investir em turismo.
Hoje, o Hot Beach Parques & Resorts reúne o parque aquático e quatro resorts em Olímpia.
O crescimento do público acontece junto à expansão da hotelaria. Em 2025, o grupo registrou receita de 680 milhões de reais e projeta chegar a 750 milhões de reais em 2026. O faturamento considera os negócios do grupo, e não apenas a bilheteria do parque.
O próximo passo é ampliar a hospedagem.
A primeira fase do quinto resort está prevista para começar a operar no início de 2027, com cerca de 330 apartamentos. Ao fim das três etapas, o novo empreendimento deverá ter mais de 800 unidades.
Com a expansão, a empresa pretende superar 2.000 apartamentos em Olímpia.
A estratégia responde a uma característica do setor: quem dorme no destino pode gastar com restaurantes, atrações, serviços e novas viagens.
Segundo o relatório da TEA, o Hot Beach tem mais de 530 milhões de reais em investimentos planejados até 2031.
Em entrevista à EXAME, o grupo detalhou um plano de cerca de 450 milhões de reais para o período de 2027 a 2031, incluindo multipropriedade, parque e novos negócios.
O terceiro brasileiro do ranking mundial é o Hot Park, localizado em Rio Quente, Goiás.
O parque alcançou 1,475 milhão de visitas em 2025, contra 1,427 milhão no ano anterior.
O crescimento foi de 3,4%, suficiente para manter o empreendimento entre os mais visitados do planeta, na 11ª posição.
O parque pertence à Aviva, grupo responsável também por resorts e outros negócios de turismo.
A história do Hot Park começou com a descoberta de águas naturalmente quentes em uma propriedade rural de Goiás. Ao longo das décadas, a região se transformou em um destino turístico com hospedagem e atrações aquáticas.
O peso do Brasil é ainda maior quando o recorte considera apenas a América Latina e o Caribe.
Dos dez parques aquáticos mais visitados da região em 2025, seis ficam no Brasil. Quatro estão no interior de São Paulo, um em Goiás e outro no Ceará.
Somados, os seis empreendimentos brasileiros registraram 7,4 milhões de visitas, o equivalente a cerca de 62% de toda a visitação dos dez parques do ranking regional.
Confira a lista:
O ranking mostra que o avanço brasileiro vai além dos três parques que aparecem na lista mundial.
O Beach Park, em Aquiraz, no Ceará, registrou uma das maiores taxas de crescimento da região. O público aumentou 16,5%, de 850.000 para 990.000 visitas.
O desempenho aconteceu no mesmo ano em que o empreendimento inaugurou o Surreal, uma montanha-russa aquática da categoria Master Blaster, em que a água impulsiona as boias ao longo do percurso. A atração entrou em operação em março de 2025.
Em São Pedro, também no interior paulista, o Thermas Water Park chegou a 932.000 visitas, crescimento de 3,6%.
O contraste entre os dois rankings chama atenção.
Enquanto os 20 maiores parques aquáticos do mundo cresceram apenas 1,7% em 2025, o conjunto dos dez maiores da América Latina e do Caribe registrou uma alta de 13,9%, segundo a TEA.
Ainda assim, o avanço de vários parques brasileiros mostra uma tendência de aumento de público.
Na análise que acompanha o relatório, a TEA relaciona o crescimento do setor latino-americano ao aumento da demanda por lazer, à recuperação do turismo e aos investimentos em novas atrações, áreas temáticas e hotéis.
A região também tem uma oferta de grandes parques menor do que mercados mais desenvolvidos, como Estados Unidos e partes da Europa e da Ásia.
Isso abre espaço para novas empresas, mas também aumenta a concorrência entre os operadores que já estão instalados.
Construir um toboágua ajuda a atrair público. Construir um resort pode fazer o visitante permanecer por vários dias. E oferecer novas experiências ao longo do ano pode convencer uma família a voltar.
O custo dessa estratégia, porém, é elevado.
Os investimentos precisam se transformar em novas entradas, diárias e consumo dentro dos complexos. Caso contrário, a expansão aumenta os custos sem garantir uma melhora proporcional nos resultados.
Para parques como Thermas dos Laranjais, Hot Park e Hot Beach, o ranking de 2025 mostra que já existe público suficiente para disputar posições com alguns dos maiores operadores do mundo.
O Termas dos Laranjais ficou em terceiro lugar, empatado com o Therme Erding, da Alemanha, com 1,95 milhão de visitas. Segundo a Themed Entertainment Association, o público do parque brasileiro cresceu 5,4% ante 2024.
Sim. O Termas dos Laranjais recebeu 1,95 milhão de visitas, diante de 1,762 milhão do Disney's Typhoon Lagoon e 1,35 milhão do Disney's Blizzard Beach, segundo o ranking da Themed Entertainment Association.
Termas dos Laranjais, Hot Park e Hot Beach aparecem entre os 20 parques aquáticos mais visitados do mundo em 2025. O Termas ocupa a terceira posição, o Hot Park está em 11º lugar e o Hot Beach aparece na 14ª colocação.
O Hot Beach teve o maior crescimento percentual entre os três brasileiros do ranking mundial. O complexo de Olímpia passou de 1,122 milhão de visitas em 2024 para 1,336 milhão em 2025, alta de 19,1%.
O Brasil ocupa seis das dez posições do ranking regional de 2025. Segundo a Themed Entertainment Association, os seis parques brasileiros somaram 7,4 milhões de visitas, cerca de 62% do público dos dez maiores da América Latina e do Caribe.
Segundo a Themed Entertainment Association, o Termas dos Laranjais atravessa um ciclo de expansão com plano de 15 anos e mais de R$ 300 milhões previstos. O relatório também aponta mais de R$ 530 milhões em investimentos planejados pelo Hot Beach até 2031.