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Parques e atrações turísticas faturam R$ 9,5 bi e investimentos futuros somam R$ 11,5 bi

Dados do Panorama Setorial – Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil mostram crescimento de visitantes de 4,8% em relação a 2024

Beto Carrero World: um dos parques mais visitados do Brasil ajuda setor a chegar em faturamento de R$ 9,5 bi  (Leandro Fonseca /Exame)

Beto Carrero World: um dos parques mais visitados do Brasil ajuda setor a chegar em faturamento de R$ 9,5 bi (Leandro Fonseca /Exame)

Bianca Camatta
Bianca Camatta

Freelancer em Negócios

Publicado em 13 de maio de 2026 às 17h07.

O faturamento do setor de parques e atrações turísticas no Brasil cresceu 12,8% no último ano – alcançando o valor de R$ 9,5 bilhões em 2025. 

É o que mostra o Panorama Setorial – Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil, realizado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e pela Associação Brasileira de Parques e Atrações (Adibra) e produzido pela Noctua. 

Nesta edição, foram mapeados 869 empreendimentos entre parques temáticos, aquáticos, naturais, atrações turísticas e FECs (centros de entretenimento familiar). O número de visitantes também cresceu – 143 milhões de pessoas estiveram nesses locais.

“Parques e atrações turísticas muitas vezes são o principal motivo da viagem. Eles movimentam hotéis, restaurantes e pequenos negócios, gerando impacto direto na economia local”, diz Pablo Morbis, presidente do Conselho do Sindepat, durante a abertura do 7ª Sindepat Summit. 

Novos investimentos 

O panorama também indica o desenvolvimento do setor, com R$ 11,5 bilhões em investimentos programados. 

Desses, R$ 7,1 bilhões são destinados a 70 novos projetos, espalhados por 17 Estados e 41 cidades. A concentração, no entanto, está no Sul (43,9%) e Sudeste (35,1%).

“É parte da nossa rotina buscar novas atrações e melhorias na experiência do visitante. Nosso setor tem a inovação e a criatividade em seu DNA”, diz o presidente da Adibra, Paulo Kenzo.

Em relação à última edição do estudo, foram mapeados 30 projetos a mais. A maioria dos investimentos foram destinados a parques aquáticos (28,6%) e a parques temáticos e de diversão (24,3%). 

Dos 70 projetos em desenvolvimento, 31% têm inauguração prevista para este ano. Além disso, 47% dos empreendimentos apostam nos modelos de timeshare e multipropriedade — formatos em que clientes compram cotas de uso ou frações do imóvel para temporadas específicas — como principais motores dos investimentos. 

Em relação ao financiamento, 77% dos projetos já têm funding estruturado, majoritariamente com recursos próprios.

“Os números do Panorama mostram um setor que continua crescendo, investindo e acreditando no potencial do turismo brasileiro, mesmo em um ambiente econômico bastante desafiador, com juros elevados, aumento de custos e pressão sobre o consumo das famílias”, afirma Morbis. 

Empregos no setor

Segundo o Panorama, o setor responde por 202 mil empregos diretos, indiretos e terceirizados, número 6% superior ao verificado em 2024. Além do número referente ao ano de 2025, os novos projetos devem ser responsáveis por 15 mil empregos diretos. 

A rotatividade do setor é elevada chegando a 46,2%, mas ainda está abaixo da média nacional, de 56%. 

“Esse é um gargalo dos parques e atrações, mas também de outras indústrias, uma vez que a reposição de um funcionário pode custar entre 50% e 200% do salário anual, considerando recrutamento, treinamento e perda de produtividade”, explica Pedro Cypriano, CEO da Noctua.

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