Nações: novo brinquedo do Termas dos Laranjais, o parque mais visitado da América Latina (Termas dos Laranjais/Divulgação)
Repórter de Negócios
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 06h49.
Última atualização em 12 de agosto de 2026 às 14h08.
Nada menos do que 11 milhões de visitantes passaram por parques aquáticos em um ano. Isso, apenas na América Latina. É o que aponta o levantamento mais recente da TEA, a associação global do setor, com dados de 2024.
Trata-se de um mercado bilionário. E o Brasil está bem posicionado nela.
Três parques nacionais entraram na lista dos mais visitados do mundo. E mais: superaram nomes tradicionais dos Estados Unidos e Europa.
O Termas dos Laranjais, em Olímpia (SP), foi o quarto parque aquático mais visitado do planeta em 2024, à frente de todos os parques da Disney e da Universal. Em 2024, registrou cerca de 1,8 milhão de visitantes, e está com plano de chegar a 2 bilhões neste ano.
A principal aposta é a inauguração do Nações, um complexo gigante de toboágua com 33 metros, algo como um prédio de 11 andares.
Já o Hot Park, em Rio Quente (GO), ficou na 11ª posição, com 1,4 milhão de visitantes. Para fechar o Top 20, o Hot Beach, também de Olímpia, ficou em 18º lugar, com 1,1 milhão de visitantes.
O quarto parque aquático mais visitado do mundo fica no interior de São Paulo, em uma cidade com pouco mais de 60.000 habitantes. Fundado em 1987, o Termas dos Laranjais nasceu como clube social, em uma cidade voltada à citricultura, Olímpia.
Oque começou com piscinas aquecidas virou um complexo com mais de 60 atrações e 260 milhões de reais em receita anual.
O projeto recente mais ambicioso é o Nações, um dos maiores complexos de toboáguas do mundo, com 33 metros de altura e tecnologia canadense. O brinquedo recebeu 61 milhões de reais em investimento e será inaugurado nos próximos dois meses.
O parque também prepara a abertura de uma montanha-russa aquática infantil e planeja, no longo prazo, ter uma expansão com hotéis, roda-gigante e um segundo parque, uma vez que o limite físico do Termas está chegando ao fim.
A história do Hot Park, em Goiás, começou por acaso. Um pecuarista comprou uma fazenda na região, mas teve de vender o terreno ao descobrir que os bois se recusavam a beber da água — quente demais para o gado, perfeita para o turismo.
Décadas depois, o parque integra uma das operações mais estruturadas do setor. O crescimento da empresa tem como motor o programa de fidelidade. Hoje, 60% da receita da Aviva vem de clientes recorrentes, seja por clubes de acesso aos parques, planos de hospitalidade ou produtos premium.
A história do Grupo Ferrasa, responsável pelo Hot Beach Parques & Resorts, começa em 1981, fundada pelos engenheiros Newton Ferrato, Flávio Santana e Sérgio Mazitelli. Atuava em obras públicas e pequenos empreendimentos em Olímpia. O Hot Beach, como marca e complexo de entretenimento, passou a existir em 2017, com a inauguração do parque aquático Hot Beach Olímpia.
“Mesmo como uma empresa jovem, a gente sempre teve o compromisso de entregar mais do que prometia, com qualidade e honestidade”, conta Sérgio Ney, hoje CEO do grupo.