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Wet’n Wild terá montanha-russa aquática mais alta que prédio de 9 andares; veja como será

A nova atração chega em um momento em que o parque tenta estimular a volta de quem já conhece o complexo e ampliar a frequência de visitas

Nova atração do Wet n' Wild: Kobra terá 140 mil litros de água circulando pelo percurso e será operado com boias para duas pessoas (Wet n' Wild/Divulgação)

Nova atração do Wet n' Wild: Kobra terá 140 mil litros de água circulando pelo percurso e será operado com boias para duas pessoas (Wet n' Wild/Divulgação)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 10h30.

Última atualização em 31 de agosto de 2026 às 11h50.

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O parque Wet’n Wild vai inaugurar em outubro o Kobra, uma nova montanha-russa aquática com 28 metros de altura, o equivalente a um prédio de mais de 9 andares. A atração terá 256 metros de extensão, trechos abertos e fechados e um arco pendular com movimentos que se aproximam de 90 graus.

O brinquedo será uma das principais apostas do parque aquático para renovar a oferta de atrações e aumentar o fluxo de visitantes. Instalado às margens da Rodovia dos Bandeirantes, entre São Paulo e Campinas, o Wet’n Wild ocupa uma área de 160 mil metros quadrados e tem capacidade para receber até 12 mil pessoas por dia.

A nova atração chega em um momento em que o parque tenta estimular a volta de quem já conhece o complexo e ampliar a frequência de visitas. Alain Baldacci, CEO do Wet’n Wild, afirma que a companhia mantém uma base com mais de 1 milhão de pessoas que já passaram pelo parque ou mantêm algum tipo de contato com a marca.

“Cada vez que vem uma atração ou uma inovação, o público cresce”, diz Baldacci. Segundo ele, o Kobra pode gerar um impacto maior do que investimentos anteriores por reunir uma tecnologia que ainda não existe em outros parques da região.

A aposta não termina com a inauguração. O Wet’n Wild já definiu um planejamento estratégico para os próximos cinco anos e estuda novos empreendimentos dentro do complexo, incluindo hotéis e áreas de eventos.

Como será o Kobra

O Kobra terá 140 mil litros de água circulando pelo percurso e será operado com boias para duas pessoas.

Depois da saída, os visitantes passam por descidas, curvas e subidas impulsionadas por jatos de água. Por isso é considerado uma montanha-russa, e não um toboágua. Parte do trajeto será feita dentro de tubos fechados e outra parte ficará a céu aberto.

O ponto mais característico da atração será um grande arco pendular. Apesar da aparência de looping, o equipamento não dá uma volta completa e não deixa os visitantes de cabeça para baixo. A boia entra no arco em velocidade, sobe pela estrutura e retorna em um movimento de pêndulo.

“Você vem em uma velocidade grande e, de repente, está subindo em uma curva. Aí faz o movimento de pêndulo e, para quem vai pela primeira vez, fica aquela sensação de ‘o que vai acontecer agora?’”, diz Baldacci.

Segundo o parque, esse tipo de elemento ainda é inédito em montanhas-russas aquáticas no Brasil. Baldacci afirma que o modelo desenvolvido para o Wet’n Wild também será único na América do Sul.

Por que o Wet’n Wild aposta em novas atrações

Parques aquáticos dependem de novidades para estimular visitas recorrentes, segundo Baldacci. “Para a bicicleta ficar de pé, ela precisa continuar girando. A grande marca do nosso setor é isso: a gente precisa continuar pedalando e criando novas atrações”, diz.

Uma nova atração ajuda o parque a chamar consumidores que ainda não conhecem o espaço e, ao mesmo tempo, cria um motivo para antigos visitantes retornarem.

O desafio é que esse crescimento depende também de fatores fora do controle da empresa. O principal deles é o clima.

Baldacci afirma que a popularização dos aplicativos de previsão do tempo mudou o comportamento do consumidor. Uma probabilidade alta de chuva, mesmo quando a precipitação prevista é pequena ou ocorre fora do horário de funcionamento, pode reduzir a intenção de visita.

De parque aquático a centro de entretenimento

Para diminuir essa dependência do clima e das férias escolares, o Wet’n Wild vem ampliando as fontes de receita.

Além da bilheteria, o complexo opera alimentos e bebidas, serviços, aluguel de equipamentos e espaços para eventos corporativos. A companhia também criou áreas voltadas a gastronomia e lazer e mantém um centro de convenções.

“Agora nós não somos mais só um parque aquático. Somos um centro de entretenimento e eventos”, diz Baldacci.

O próximo passo será ampliar essa estrutura. O executivo afirma que há projetos para construção de hotéis e de novos empreendimentos ligados ao complexo.

A estratégia tenta transformar uma visita que hoje pode durar apenas algumas horas em uma experiência mais longa, e reduzir a dependência da venda de ingressos para o parque aquático.

Quais são os parques aquáticos mais visitados da América Latina

  1. Thermas dos Laranjais: Olímpia, Brasil (1,85 milhão de visitantes)
  2. Aquaventure at Atlantis Paradise Island: Nassau, Bahamas (1,79 milhão de visitantes)
  3. Hot Park: Caldas Novas, Brasil (1,4 milhão de visitantes)
  4. Hot Beach: Olímpia, Brasil (1,1 milhão de visitantes)
  5. Hacienda Napoles Theme Park: Medellin, Colômbia (1,09 milhão de visitantes)
  6. Parque Acuatico Xocomil: San Martín Zapotitlán, Guatemala (1,07 milhão de visitantes)
  7. Thermas de São Pedro: São Pedro, Brasil (900 mil visitantes)
  8. Beach Park: Aquiraz, Brasil (850 mil visitantes)
  9. Magic City: Suzano, Brasil (732 mil visitantes)
  10. Psicilago: Girardot, Colômbia (702 mil visitantes)
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