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O comércio eletrônico mudou para sempre; veja as tendências mais importantes para 2021

De acordo com uma pesquisa da Ebit/Nielsen, a expectativa é que as vendas no comércio eletrônico alcancem 110 bilhões de reais ano que vem

Que a pandemia transformou drasticamente o comércio eletrônico em todo o mundo não é novidade. Mas há tendências que devem se manter pelos próximos anos e que irão mudar a forma como os consumidores visitam lojas físicas.

De acordo com uma pesquisa da Ebit/Nielsen, a expectativa é que as vendas no comércio eletrônico alcancem 110 bilhões de reais ano que vem. O resultado do ano que vem virá acompanhado de um incremento de 16% no número de pedidos, para 225 milhões, e uma expansão de 9% no valor médio das vendas, para R$ 490. As categorias que mais se devem destacar nas vendas online são aquelas que já se fortaleceram esse ano: Alimentos e Bebidas; Arte e Antiguidade; Bebês e Cia; Casa e Decoração; Construção. 

Preocupações como a segurança dos meios de pagamento, fraudes, roubo de dados de cartão de crédito, assim como barreiras geracionais, foram reduzidas logo nos primeiros meses da quarentena, quando as compras online se tornaram a única possibilidade para adquirir certos bens. A logística recebeu fortes investimentos e pequenas e grandes empresas mudaram a forma como abrem lojas, diz Juan Felipe Saavedra, chefe de inteligência de consumo para a América Latina da Nielsen, em entrevista exclusiva à EXAME.

Um dos grandes obstáculos para o crescimento do e-commerce era a logística, diz o especialista. "Porém, depois de dois meses de quarentena, todos investiram em logística e as diferenças ficaram mais niveladas." Muitos investiram em serviços de entrega no last mile, a entrega do centro de distribuição para a casa dos consumidores, um dos trechos mais sensíveis e caros.

Investir pesado em plataformas de tecnologia e de logística para o comércio eletrônico não é para todos. Mas, mesmo que as grandes empresas saiam na frente em relação às centenas de empresas pequenas e médias por ter estruturas mais firmes, as varejistas locais têm uma vantagem. "Eu não subestimaria o poder dos pequenos concorrentes. Entre as grandes tendências que vimos foi a criação de nichos e o fortalecimento de mercados de bairro", diz Saavedra.

Vendas pelo Whatsapp, interações pelas redes sociais e a maior busca por produtos locais ajudaram esses pequenos negócios. "Lojistas se moveram quase despercebidas, criaram seus próprios nichos de mercados e a fragmentação do varejo aumentou muito", afirma o especialista.

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O negócio local também é uma tendência que abala a abertura de lojas das grandes varejistas. Em todo o mundo grandes supermercados estão abrindo novas unidades menores de bairro - o que inclusive pode ajudar na distribuição de produtos frescos para o comércio eletrônico. "A abertura de lojas de conveniência perto de casa ou do trabalho é uma tendência em toda a América Latina, com uma mistura de conveniência e preço", diz Saavedra. Outra tendência acelerada no período foi a abertura de lojas como show room, sem todo o estoque disponível e em um tamanho menor.

De acordo com levantamento feito pela Ebit/Nielsen, feito no quarto trimestre deste ano, 95% dos respondentes pretendem continuar comprando pela internet mesmo depois do fim da pandemia. "Muitos consumidores entraram em 2020 por conta da pandemia e do confinamento e vemos que eles realmente se adaptaram e entraram para ficar", afirmou a líder de Ebit/Nielsen, Julia Avila. 

A Ebit/Nielsen também divulgou a expectativa para o Natal deste ano: alta de 30% para 3,4 bilhões de reais em vendas. O período contabilizado é de 10 a 24 de dezembro. Na Black Friday, o aumento foi de 26,4% nas vendas pela internet. O natal mais digital da história fecha o ciclo de datas do varejo e aponta para as tendências que ainda ficarão para o próximo ano.

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