Mais um bilionário defendeu a renda mínima universal

O fundador do Slack, Stewart Butterfield, defende que iniciativa impulsionaria em grande medida a capacidade de empreender

São Paulo – Depois de empresários como Bill Gates, Elon Musk e Mark Zuckerberg, Stewart Butterfield – mais conhecido por ser o fundador do aplicativo Slack – é o mais novo bilionário a defender a adoção de uma renda mínima universal. O motivo? Fomentar o empreendedorismo.

“Não precisa ser muito, mas dar às pessoas um pouco de renda de segurança poderia impulsionar muito a capacidade de empreender”, tuitou recentemente o empresário.

A “renda mínima universal” é um termo que descreve uma série de propostas que compartilham uma mesma característica: todas as pessoas na sociedade recebem regularmente um valor do Estado – a despeito de sua renda ou fonte de trabalho. Esse dinheiro deve servir como garantia de alimentação e moradia, permitindo que as pessoas saiam em busca de autodesenvolvimento enquanto contribuem com a sociedade.

Como nota o veículo The Independent, a ascensão de mega salários em regiões como a própria San Francisco – o berço das startups mais tecnológicas dos Estados Unidos – foi um dos impulsionadores do apoio à renda básica universal.

Diante dos salários mais altos, o preço de tudo na região subiu, incluindo os aluguéis. Assim, pessoas com uma renda mais comum estão lutando para pagar as despesas básicas – e estão tão preocupadas com dinheiro que não conseguem ser criativas, nem abrir suas empresas.

Outro ponto significativo é que o avanço da inteligência artificial e da robótica podem causar um desemprego em massa e muitos já questionam se a empregabilidade plena é possível no mundo contemporâneo.

Por isso, não é de surpreender que grandes empreendedores tenham endossado o projeto: na lista, constam nomes como Bill Gates, Elon Musk, Mark Zuckerberg e Richard Branson.

Ainda no mundo das startups, a aceleradora Y Combinator, uma das mais conhecidas do Vale do Silício, está preparando um projeto piloto em Oakland (Califórnia), no qual 100 famílias irão receber uma bolsa entre 1.000 a 2.000 dólares ao mês de forma incondicional.

Do lado governamental, alguns países já resolveram colocar projetos dessa linha em prática. A Finlândia lançou um projeto de renda básica universal neste ano, enquanto o senado francês também aprovou um experimento nesse sentido. Recentemente, os eleitores suíços rejeitaram em plebiscito um projeto do tipo. Canadá, Holanda e Índia estão estudando tal possibilidade. No Brasil, Eduardo Suplicy possui um projeto de renda mínima.

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