Luiza Trajano, do Magalu: “Não temos medo de usar IA. Pelo contrário, treinamos e incentivamos nossa equipe a utilizar a tecnologia no dia a dia”. (Startup Summit/Divulgação)
Freelancer em Negócios
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 16h58.
Durante o primeiro dia do Startup Summit 2026, em Florianópolis (SC), Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, participou de uma discussão sobre como a inteligência artificial pode ampliar oportunidades para as pessoas.
A empresa também aproveitou o evento para lançar o Magalu.Up, programa do Magalu Cloud voltado à aceleração e conexão de startups com o ecossistema da companhia.
O programa vai conectar startups brasileiras a tecnologias, mentorias e oportunidades de negócio do ecossistema Magalu. Lançado nesta quarta-feira (26), o Magalu.Up já está com as inscrições abertas.
Serão selecionadas 100 startups de todo o país, com faturamento recorrente a partir de R$ 50 mil por mês e atuação nos segmentos de varejo, logística, financeiro, infraestrutura digital ou SaaS.
A partir de outubro, as selecionadas passarão por uma jornada de desenvolvimento que inclui onboarding na Magalu Cloud, criação de ambientes na nuvem, mentorias com lideranças do Magalu e founders de empresas adquiridas pelo grupo, além de consultoria estratégica e especializada em infraestrutura de nuvem.
Na etapa final, dez participantes serão escolhidos para apresentar um pitch a uma banca formada por mentores e executivos de marcas como Netshoes, KaBuM!, Magalog e MagaluPay. A partir dessa apresentação, poderão surgir oportunidades de contratos com empresas do grupo ou investimentos. As inscrições ficam abertas até 23 de setembro.
“Ter tração e vendas, ficar muito bom em determinado nicho, conquistar o primeiro cliente de uma grande empresa e aprender com ele”, aconselha Thiago Caserta, fundador da Movestax, empresa adquirida pelo Magalu, durante a apresentação do programa no Startup Summit.
Além do lançamento, Luiza Trajano deu conselhos para empreendedores durante um bate-papo mediado por Claudia Rosa, CEO do Grupo Rede Invest.
Durante a conversa, Luiza falou sobre a relação entre inteligência artificial e trabalho humano. Para ela, mesmo com o avanço da tecnologia, o fator humano continua sendo essencial para garantir a experiência. “Nunca se falou tanto em humanos em palestras de inteligência artificial”, afirmou.
No Magazine Luiza, a empresa mantém um programa para reconhecer funcionários que se destacam. Segundo Luiza, muitos deles são escolhidos pelas soluções que criaram com o uso da inteligência artificial. “Não temos medo de usar IA. Pelo contrário, treinamos e incentivamos nossa equipe a utilizar a tecnologia no dia a dia”, afirmou.
Para os empreendedores, Luiza deu dois principais conselhos. O primeiro é definir o valor que a empresa pretende carregar ao longo de sua trajetória.
Depois, ela fez um alerta sobre o poder. “Poder é uma bactéria que prejudica muito”, disse. Segundo ela, o empreendedor não deve ouvir apenas aquilo que quer ouvir. É justamente ao considerar opiniões diferentes das suas que pode identificar novas oportunidades de crescimento.
A executiva também defendeu uma postura mais proativa dos profissionais. “Ela pode ser empreendedora dentro da própria empresa, tendo uma postura de quem identifica os problemas e procura resolvê-los. É preciso ter 80% da cabeça voltada para a solução para ser empreendedor”, afirmou.