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Habib's entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Segundo a empresa, a medida faz parte de um processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a sustentabilidade e evolução do negócio

Habib's: grupo afirmou que as operações seguem funcionando normalmente (Habib's/Divulgação)

Habib's: grupo afirmou que as operações seguem funcionando normalmente (Habib's/Divulgação)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 16h48.

Última atualização em 26 de agosto de 2026 às 18h09.

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O Grupo Gennius, controlador do Habib's, entrou com pedido de recuperação judicial com uma dívida estimada em R$ 265,2 milhões. Segundo a empresa, a medida faz parte de um processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio a longo prazo. 

Em nota enviada à EXAME, o grupo afirmou que as operações seguem funcionando normalmente, incluindo o atendimento aos clientes e a rotina das unidades.

"Presente na vida dos brasileiros há quase 40 anos, a companhia segue comprometida com a força de suas marcas, a evolução de seu negócio e a continuidade de uma história construída ao lado de milhões de brasileiros", acrescentou a empresa.

Controlador das redes Habib's, Ragazzo, Mita e Tendall Grill, o Grupo Gennius reúne mais de 300 restaurantes distribuídos por cerca de 90 cidades brasileiras.

Criado em 1988 pelo médico Alberto Saraiva, filho de imigrantes portugueses, o Habib's nasceu com a estratégia de vender produtos a preços mais baixos para ganhar escala. O modelo transformou a culinária árabe em uma das maiores redes de fast food do país e deu origem a um grupo que, ao longo das décadas, expandiu o portfólio para outras marcas do setor de alimentação.

Em julho, a Justiça de São Paulo concedeu parcialmente uma medida cautelar ao grupo. A decisão suspendia por 60 dias as execuções baseadas em dívidas que poderiam ser incluídas em um eventual processo de recuperação judicial.

No processo, o Grupo Gennius atribuiu a situação financeira aos efeitos da pandemia entre 2020 e 2022, à mudança nos hábitos de consumo com o avanço das plataformas digitais e ao “cenário macroeconômico extremamente adverso”.

Acompanhe tudo sobre:Habib'sEmpresasRecuperação Judicial

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