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Lucro líquido da mineradora ENRC cai 9,7%

O lucro da mineradora foi de US$ 1,97 bilhão

Empresa tem operações no Brasil (Ana Cecília Rezende/EXAME)

Empresa tem operações no Brasil (Ana Cecília Rezende/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 21 de março de 2012 às 10h57.

Londres - A mineradora Eurasian Natural Resources (ENRC), que tem operações no Brasil, disse que seu lucro líquido caiu 9,7% em 2011, para US$ 1,97 bilhão, de um lucro líquido de US$ 2,19 bilhões em 2010, quando a companhia registrou um ganho extraordinário de US$ 298 milhões relacionado à compra de um projeto de minério de ferro no Brasil. A previsão de oito analistas entrevistados pela Facteset era de um lucro líquido de US$ 2,04 bilhões.

As vendas da Eurasian subiram 17% no ano passado, para US$ 7,71 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização (Ebitda), ajustado por itens excepcionais, aumentou 7%, para US$ 3,41 bilhões, amplamente em linha com a previsão dos analistas de um Ebitda de US$ 3,48 bilhões.

A companhia declarou um dividendo final de US$ 0,11 por ação, resultando em um dividendo no ano cheio de US$ 0,27 por ação, ante um dividendo de US$ 0,305 por ação no anterior.

A ENRC está agora centrando foco na consolidação e desenvolvimento de seus projetos, cuja maioria foi acumulada por meio de uma onda de fusões e aquisições nos últimos três anos. Como resultado, o investimento deverá subir para 2,7% em 2012, de US$ 1,9 bilhão em 2011.

O executivo-chefe da companhia, Felix Vulis, disse a analistas durante teleconferência, que espera obter em abril, ou maio, uma licença de instalação portuária preliminar para desenvolver seu projeto de 19,5 milhões de toneladas por ano no valor de mais de US$ 2 bilhões na Bahia.

A ENRC empreendeu um esforço gigantesco para diversificar suas operações fora do Casaquistão através da aquisição de ativos de minério de ferro, cobre e cobalto, entre outras commodities, no Brasil e na África. No início deste mês, a empresa resolveu uma disputa legal com First Quantum Minerals Ltd. através da compra de ativos residuais da companhia e indenizações no Congo por US$ 1,25 bilhão. O acordo abre o caminho para que a empresa comece a desenvolver seus ativos congoleses. As informações são da Dow Jones.

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