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Lucro da Bunge frustra previsões com queda no agronegócio

No entanto, empresa prevê um segundo semestre mais forte com a perspectiva favorável de trituração de soja e maiores safras


	Bunge: empresa prevê um segundo semestre mais forte
 (Germano Luders, EXAME)

Bunge: empresa prevê um segundo semestre mais forte (Germano Luders, EXAME)

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Da Redação

Publicado em 30 de julho de 2015 às 11h50.

A Bunge, uma das maiores operadoras de commodities agrícolas do mundo, divulgou lucro trimestral menor, com retornos fracos com base no mesmo período do ano passado em seus segmentos de agronegócio e margens fracas nos segmentos de alimentos e igredientes.

O segmento de alimentos e igredientes da Bunge, que viu o lucro cair 68 por cento no segundo semestre em comparação com o mesmo período do ano passado, sofreu com a estagnação das margens e volumes, com o crescimento de desemprego, inflação e com desvalorização cambial no Brasil.

"As condições no segundo trimestre foram mais desafiadoras do que imaginávamos," disse o presidente-executivo da companhia, Soren Schroder.

Mas a empresa prevê um segundo semestre mais forte com a perspectiva favorável de trituração de soja e maiores safras esperadas nos Estados Unidos e na região do Mar Negro que devem prover à Bunge amplos suprimentos para venda e processamento.

O segundo semestre melhor deve levantar o lucro, antes de juros e impostos, do ano no agronegócio acima de 1 bilhão de dólares, dos 464 milhões de 30 de junho, disse Schroder.

O lucro líquido do segundo trimestre da Bunge foi a 72 milhões de dólares, ou 0,5 dólar por ação, comparado aos 272 milhões, ou 1,81 dólar por ação, no ano anterior, aquém das estimativas médias de analistas de 1,36 dólar por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

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