Negócios

HRT foca em redução de custos e investimentos em 40%

O objetivo da companhia, ainda em fase pré-operacional, é concentrar os recursos do seu caixa na obtenção de resultados


	Márcio Mello, presidente da HRT
 (Eduardo Monteiro/EXAME.com)

Márcio Mello, presidente da HRT (Eduardo Monteiro/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de agosto de 2012 às 14h02.

Rio de Janeiro - A companhia petrolífera brasileira HRT passa por uma reestruturação com metas de redução de custos e investimentos em 40 por cento, afirmou nesta sexta-feira o presidente da empresa, Márcio Mello, em teleconferência para comentar os resultados.

O objetivo da companhia, ainda em fase pré-operacional, é concentrar os recursos do seu caixa na obtenção de resultados e no controle de custos na tentativa de gerar mais valor para seus acionistas.

A petrolífera reduzirá trabalhos de perfuração no Amazonas, uma atividade custosa e onde foram encontradas reservas de gás, que ainda não estão sendo monetizadas, e não petróleo.

Dessa forma, executivos da HRT e da sua sócia anglo-russa TNK-BP reavaliaram a bacia do Solimões e decidiram diminuir temporariamente o número de sondas de exploração em operação de quatro para duas.

"Sabemos que há uma crise lá fora e o foco agora é a redução de despesas e melhor eficiência", afirmou Mello aos analistas, em teleconferência para comentar os resultados financeiros no segundo trimestre.

A HRT registrou prejuízo líquido de 50,6 milhões de reais no segundo trimestre.

Como consequência do processo de enxugamento, os investimentos do grupo serão reduzidos no próximo ano.

No segundo semestre de 2012 estão previstos 207 milhões de dólares em investimentos, mas o orçamento para todo o ano de 2013 será de 250 milhões de dólares.

"Queremos aumentar a aquisição de dados sísmicos, com o objetivo de obter maior conhecimento das áreas de fronteira da bacia (do Solimões). E vamos focar no petróleo porque tudo o que podia ser feito no cluster de gás já foi feito", disse o executivo.

Mello disse ainda durante a teleconferência que pretende até o fim do ano concluir o processo de venda de parte dos blocos que a HRT possui na Namíbia para algum parceiro estratégico.

Às 12h46, as ações da empresa registravam queda de 0,2 por cento, em sessão instável, após os papéis terem subido mais de 1 por cento. O Ibovespa registrava leve alta de 0,14 por cento no mesmo horário.

Acompanhe tudo sobre:CombustíveisCortes de custo empresariaisEmpresasgestao-de-negociosHRTIndústria do petróleoInvestimentos de empresasPetróleo

Mais de Negócios

Após crise de R$ 5,7 bi, incorporadora PDG trabalha para restaurar confiança do cliente e do mercado

Após anúncio de parceria com Aliexpress, Magalu quer trazer mais produtos dos Estados Unidos

De entregadores a donos de fábrica: irmãos faturam R$ 3 milhões com pão de queijo mineiro

Como um adolescente de 17 anos transformou um empréstimo de US$ 1 mil em uma franquia bilionária

Mais na Exame