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Apresentado por SINALON

Group Input aposta em mercados de previsão para entrar no Brasil

Plataforma SinalOn quer transformar expectativas em probabilidades e propõe sandbox regulatório para operar no país

Sandro Santos, fundador da Group Input: executivo lidera estratégia para introduzir mercados de previsão no Brasil  (Tiago Nunes/Divulgação)

Sandro Santos, fundador da Group Input: executivo lidera estratégia para introduzir mercados de previsão no Brasil (Tiago Nunes/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 8 de abril de 2026 às 15h27.

Última atualização em 8 de abril de 2026 às 15h27.

O Group Input S/A pretende implementar, no Brasil, um modelo ainda pouco explorado: os mercados de previsão*. A iniciativa será liderada pela SinalOn, plataforma que transforma expectativas coletivas em indicadores probabilísticos em tempo real.

O movimento ocorre em meio ao avanço da regulamentação das apostas esportivas no país, mas segue lógica distinta. Em vez de usuários apostarem contra uma casa, como nas bets, os mercados de previsão funcionam como ambientes de negociação entre participantes.

Na prática, usuários compram e vendem contratos vinculados à ocorrência de eventos reais — como indicadores econômicos, decisões políticas ou avanços tecnológicos. Os preços oscilam conforme oferta e demanda, refletindo em tempo real a probabilidade atribuída coletivamente a cada cenário.

A proposta se baseia na agregação de informação: ao reunir diferentes agentes com incentivos financeiros, o sistema tende a produzir estimativas mais precisas sobre eventos futuros.

Modelos semelhantes já operam nos Estados Unidos, com plataformas como Kalshi e Polymarket, que permitem negociações sobre eleições e tendências de mercado. No Brasil, porém, o tema ainda é incipiente e frequentemente confundido com apostas esportivas.

Hoje, o setor de apostas é regulado pela Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda. Já os mercados de previsão não possuem enquadramento jurídico específico, o que abre espaço para debate regulatório.

A Group Input afirma que pretende participar dessa construção. Entre as iniciativas estão a proposta de um sandbox regulatório — ambiente controlado de testes — e a elaboração de um white paper, documento técnico, adaptado ao contexto brasileiro.

Segundo a empresa, a SinalOn foi estruturada com mecanismos de identificação de usuários, políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e integração com o Pix, buscando aderência às práticas do sistema financeiro.

“Mercados de previsão não são apostas. Trata-se de um mercado informacional, em que as pessoas negociam probabilidades sobre acontecimentos reais. O resultado é um indicador coletivo que pode ajudar na leitura de cenários”, diz Sandro Santos, fundador do Group Input.

Para o executivo, o diferencial está na transformação de percepções em dados estruturados, substituindo opiniões por probabilidades com base em incentivos econômicos.

Como parte da estratégia, a empresa anunciou a criação do Instituto Brasileiro de Mercados de Previsão, voltado à produção de estudos e à definição de boas práticas para o setor.

Estratégia combina tecnologia e agenda regulatória

“Nosso objetivo não é apenas construir uma plataforma, mas contribuir para que o Brasil desenvolva um modelo responsável e transparente”, afirma Santos.

Fundado pelo executivo, o Group Input atua como holding de tecnologia com foco em inteligência artificial, dados, climate tech, regtech, tecnologia regulatória, e novas infraestruturas digitais.

*o modelo de previsão ainda não é regulado no Brasil e pode envolver riscos financeiros.

 

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