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Grevistas pedem mediação federal para falar com Embraer

Segundo o sindicato, uma carta foi enviada aos ministros da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e da Defesa, Celso Amorim


	Embraer: cerca de 10 mil trabalhadores da Embraer seguem em greve por tempo indeterminado
 (Matthew Lloyd/Bloomberg)

Embraer: cerca de 10 mil trabalhadores da Embraer seguem em greve por tempo indeterminado (Matthew Lloyd/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 7 de novembro de 2014 às 12h27.

Ribeirão Preto - O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região pediu a participação do governo federal nas negociações salariais entre a Embraer e os trabalhadores da companhia, em greve desde quarta-feira, 5.

Segundo o sindicato, uma carta foi enviada aos ministros da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e da Defesa, Celso Amorim, solicitando audiência para discutir o assunto.

Cerca de 10 mil trabalhadores da Embraer seguem em greve por tempo indeterminado, por 10% de reajuste salarial, ante proposta de 7,4% de aumento da companhia.

Os sindicalistas informaram que o pedido feito aos ministros para que intercedam nas negociações ocorre porque o governo federal é um dos grandes clientes da Embraer e ainda beneficia a empresa com isenção de impostos.

Na compra do KC-390, novo avião cargueiro militar da Embraer, o governo federal vai desembolsar R$ 7,2 bilhões. Outros US$ 5,4 bilhões serão investidos no desenvolvimento dos caças suecos Gripen, em parceria com a Embraer.

"O governo federal não pode admitir que uma empresa da importância da Embraer continue agindo dessa forma, ficando, inclusive, ameaçada de não ter um acordo coletivo de trabalho. Este não é um assunto meramente sindical, pois a Embraer recebe todo tipo de benefícios do governo e tem de assumir suas responsabilidades sociais", informou o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

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