Negócios

Governo pode aceitar alongamento de prazo para Oi pagar dívida

As multas, que em caso de acordo podem ser convertidas em investimentos, representam um valor expressivo da dívida de aproximadamente R$ 65 bi

Oi: segundo secretário, o governo não vê problema em alongar o pagamento do termo de ajustamento de conduta (TAC) (Dado Galdieri/Bloomberg)

Oi: segundo secretário, o governo não vê problema em alongar o pagamento do termo de ajustamento de conduta (TAC) (Dado Galdieri/Bloomberg)

R

Reuters

Publicado em 10 de abril de 2017 às 18h49.

Rio de Janeiro - O governo federal pode alongar o prazo de pagamento de multas de 10 bilhões de reais aplicadas pela Anatel contra a operadora de telefonia Oi para dar mais fôlego à empresa em recuperação judicial, disse nessa segunda feira o secretário de Telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, André Müller.

As multas, que em caso de acordo podem ser convertidas em investimentos, representam um valor expressivo da dívida da empresa de aproximadamente 65 bilhões de reais.

A Oi passa por um complicado processo de mudança de administrador judicial. A PricewaterhouseCoopers foi afastada e a substituta, a BDO, recusou a indicação. Um novo administrador deve ser definido em breve.

Segundo Müller, o governo não vê problema em alongar o pagamento do termo de ajustamento de conduta (TAC). "O TAC não será obstáculo para recuperação judicial", disse ele.

Mais cedo, o Ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, afirmou que não haveria nenhum óbice em se alongar o cumprimento desse TAC.

"O Estado não pode ser paternalista, mas não pode agir para que a empresa vá a falência", disse o ministro TCU.

Acompanhe tudo sobre:OiDívidas empresariaisAnatel

Mais de Negócios

Como escalar um negócio para sete dígitos usando só quatro ferramentas de IA

Virada de um dentista: da pequena Caibi, em SC, à rede de R$ 350 milhões

Um fracassos de quase US$ 1 milhão levaram este bilionário a construir um império de US$ 2,5 bilhões

Bioeconomia ganha força nas exportações e destaca a 100% Amazonia no comércio global