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GM pode fechar 1 100 concessionárias

Medida faz parte do plano da fabricante para diminuir gastos para evitar concordata

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

A fabricante americana General Motors anunciou nesta sexta-feira (15) que pretende fechar 1 100 concessionárias por terem cerca de 2,5 bilhões de dólares (5,2 bilhões de reais) em carros não vendidos, disse uma fonte à agência de notícias Bloomberg. Os revendedores têm cerca de 120 000 veículos de marcas variadas, disse a fonte que pediu para não ser identificada.

A expectativa é vender mais carros a preços mais elevados, impulsionando os lucros, mas no mercado há quem acredite que a medida terá um efeito contrário no curto prazo. “Uma preocupação é que os preços de mercado dos carros caiam porque os revendedores ficarão desesperados para vendê-los”, disse à Bloomberg Jim Eagan, da consultoria Plante & Moran. Ele espera que a GM force as franquias remanescentes a comprar inventários das unidades fechadas.

O fechamento das concessionárias é mais um passo da empresa para cortar os custos e dívida e, assim, evitar a concordata. O prazo final para a empresa apresentar um plano de recuperação viável vence em 1º de junho. A fabricante pretende diminuir o número de revendedores de 6 200 para 3 600 até o final do ano.

A Chrysler, que pediu concordata no fim de abril, tomou um rumo parecido quando anunciou nesta quinta-feira (14) o fechamento de 789 revendedores – o que corresponde a quase 25% de sua rede. A diferença é que ela esperou a concordata para cancelar os contratos.

Mesmo com o fechamento das concessionárias e outras medidas de redução de custos que já foram tomadas, o chefe-executivo da GM, Fritz Henderson, afirmou que, ainda assim, a concordata é provável.

A GM também tenta diminuir os custos operacionais, dívidas e encargos com sindicatos e aposentadorias em 44 bilhões de dólares. A empresa sobrevive com empréstimo do governo de 15,4 bilhões de dólares.

Os papéis da GM permaneciam estáveis no pregão de Nova York durante a manhã desta sexta (15). As ações caíram 95% no último ano.
 

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