Boa LED: empresa supera R$ 10 milhões em faturamento e enfrenta novos desafios de gestão (Crédito: Marcelo Campos) (MARCELO CAMPOS/Divulgação)
Exame Brand Solutions
Publicado em 18 de setembro de 2026 às 16h00.
Última atualização em 18 de setembro de 2026 às 19h02.
A Boa LED ultrapassou R$ 10 milhões em faturamento e estabeleceu uma nova meta: chegar a R$ 13 milhões em 2026. Antes de acelerar, porém, a empresa precisa resolver um desafio criado pelo próprio crescimento. As vendas aumentaram, as importações ganharam escala e o estoque chegou a R$ 3 milhões, mas ainda falta clareza sobre o capital necessário para sustentar a operação.
Prestes a completar 11 anos, a Boa LED começou com um notebook em casa e uma pequena fonte para iluminação. Natan Lima havia conhecido o mercado de LED durante o trabalho de conclusão do curso de Administração. Na primeira venda, colocou o produto em uma sacola e fez a entrega ao cliente.
O negócio, inicialmente voltado a componentes para fachadas e comunicação visual, avançou para os painéis de LED. Hoje, a empresa reúne cerca de 20 funcionários, distribui produtos para todo o país e trabalha com projetos de publicidade externa, ambientes residenciais e estruturas de monitoramento.
Parte dos equipamentos vem da China. Lima viaja ao país para visitar feiras e fornecedores, acompanhar a produção e desenvolver componentes de acordo com as necessidades do mercado brasileiro. Em alguns projetos, a Boa LED também coordena a instalação e oferece treinamento para o uso dos painéis.
O modelo ampliou o valor das vendas, mas tornou a operação mais complexa. “A verdade é que todos os problemas decorrem porque a gente atingiu os objetivos que tinha, que eram de faturamento”, afirma Lima.
Para manter os produtos disponíveis, a Boa LED precisa ter mercadorias em diferentes pontos do ciclo: em fabricação, no transporte marítimo e perto de chegar ao Brasil. Parte dos fornecedores recebe antes do embarque, enquanto os clientes podem pagar em parcelas que chegam a 120 dias.
Nesse intervalo, a empresa precisa financiar o estoque, os impostos, a folha de pagamento e as demais despesas. O descompasso entre a saída e a entrada dos recursos passou a limitar a expansão e aumentou a importância de calcular o capital de giro com mais precisão.
O crescimento também trouxe mudanças na estrutura tributária. Depois de deixar o Simples Nacional, a Boa LED passou ao lucro presumido. A transição aumentou a complexidade de uma operação que vende para diferentes estados e mantém uma importadora em Santa Catarina.
Choque de Gestão: Boa LED revê finanças, equipe e contabilidade para preparar a expansão (MARCELO CAMPOS/Divulgação)
Um problema no controle de um incentivo fiscal, por exemplo, gerou uma perda de R$ 70 mil na liberação de um contêiner. A empresa também chegou ao Choque de Gestão, reality show de negócios da EXAME com patrocínio de Santander Empresas, com a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) atrasada havia três meses.
Lima estimava que a margem antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) havia ficado em 5% no ano anterior. Sem informações financeiras atualizadas, no entanto, faltava segurança para avaliar o resultado e decidir quanto a empresa poderia investir.
“Você pode ser o melhor presidente do mundo. Se não tem informação, não toma a decisão. E, se não toma a decisão, pode ser pego de surpresa a qualquer momento”, afirmou Lázaro do Carmo, empresário convidado para analisar a operação.
O diagnóstico apontou a necessidade de rever a estrutura financeira e contábil, acompanhar os prazos de pagamento e recebimento e calcular o custo do estoque. A empresa também precisa fortalecer a equipe e reduzir a concentração de decisões no fundador.
“Quando era menor, estava muito mais fácil tocar na mão. Começou a crescer, vieram mais colaboradores, mais volume e mais pedidos. A gente começou a perder um pouco a mão da gestão”, diz Lima.
Na Boa LED, uma eventual linha de crédito não pode ser analisada separadamente do negócio. É preciso considerar o prazo da importação, o tempo do produto no estoque, as condições oferecidas aos clientes e a margem de cada categoria.
Esse tipo de decisão depende tanto de dados organizados quanto de um atendimento capaz de compreender o momento da empresa. Para Lima, a proximidade ganhou importância depois que uma experiência anterior mudou à medida que o faturamento cresceu.
“Quando aumentamos o faturamento, trocaram nossa gestão e nos jogaram para uma plataforma. A gente perdeu todo o tato personalizado que tinha antes”, afirma.
No Santander Empresas, o atendimento combina os canais digitais com a atuação do gerente, que pode ir até a empresa, conhecer a operação e acompanhar suas necessidades. O contato também pode ser feito por WhatsApp, telefone ou pelo chat do aplicativo, com especialista em pessoa jurídica disponível até as 22h.
A proposta é permitir que o atendimento acompanhe a rotina do negócio. Uma dúvida pode surgir durante a análise dos números, a negociação de uma importação ou a decisão sobre um novo investimento — e não apenas no horário comercial.
A solução Gestão Financeira disponível aos clientes do Santander Empresas ajuda a organizar o fluxo de caixa ao reunir entradas, saídas e compromissos futuros. A ferramenta pode integrar dados de contas mantidas em outras instituições e realiza a previsão dos 12 meses seguintes.
Com o financeiro integrado em um só lugar, o empreendedor amplia a visibilidade sobre o caixa e ganha mais clareza para planejar. Na Boa LED, isso significa conseguir estimar o capital necessário para manter o estoque, avaliar o impacto de uma contratação e decidir quando o crédito pode apoiar a expansão.
Transformar a gestão não depende apenas de ferramentas. Lima também precisa deixar de concentrar diferentes áreas e se preparar para acompanhar o trabalho de profissionais mais especializados.
Uma das possibilidades apresentadas foi o Programa Avançar, plataforma do Santander Empresas com cursos gratuitos sobre gestão financeira, inteligência artificial, marketing digital e outros temas. A iniciativa também promove eventos em diferentes regiões do país, nos quais empresários podem trocar experiências e ampliar sua rede de contatos.
Na Boa LED, as primeiras decisões passam por reunir a equipe, reforçar funções estratégicas, rever o suporte contábil e colocar as informações financeiras em dia.
“A primeira coisa que vou fazer é reunir o time, organizar um pouco mais a casa, trazer gente nova e mudar a contabilidade”, afirma Lima.
Com os números organizados, a empresa poderá avaliar novos canais de venda, ampliar as importações e definir de quanto capital precisa para avançar. A meta de faturar R$ 13 milhões permanece, mas será preciso garantir que o aumento das vendas também apareça no caixa.
Assista ao episódio completo do Choque de Gestão e conheça a história da Boa LED