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'Eu sempre entrego os projetos', diz Eike Batista

'Um exemplo de que eu entrego todos os projetos é a OGX. Já estamos produzindo petróleo', completou o empresário

Eike afirmou que "a referência no setor de petróleo não é a Shell, mas a OGX" (Brendan McDermid/Reuters)
DR

Da Redação

Publicado em 25 de maio de 2012 às 18h24.

São Paulo - O empresário Eike Batista disse nesta sexta-feira que "sempre entrega os seus projetos" em resposta à reportagem da revista The Economist. Ao classificá-lo como "vendedor do Brasil", a publicação questiona se ele conseguirá mesmo entregar todos os projetos onde está envolvido, nos setores de recursos naturais e infraestrutura.

"Um exemplo de que eu entrego todos os projetos é a OGX. Já estamos produzindo petróleo", retrucou ele, durante evento que marcou a listagem das ações da CCX - resultado da cisão dos ativos de carvão mineral da MPX na Colômbia - no Novo Mercado da BM&FBovespa.

Eike afirmou que "a referência no setor de petróleo não é a Shell, mas a OGX". Disse ainda que, em breve, "a marca EBX também será referência".

Ainda sobre a OGX, Eike disse que a companhia não errou um furo sequer durante as perfurações e que isso é entregar resultado. A empresa teve 92% de acerto. "Arriscamos 5 bilhões de dólares em pesquisa, mas como temos conhecimento, diminui-se o nível de risco", afirmou.


Colômbia - Eike Batista disse que o sonho da MPX sempre foi ir para a Colômbia. A CCX é resultado da cisão dos ativos de carvão mineral da MPX na Colômbia. "Fomos primeiro para a África do Sul, depois para a Austrália, mas o nosso sonho sempre foi ir para a Colômbia", destacou ele, em seu discurso.

De acordo com Eike, já foram investidos 300 milhões de dólares na jazida na Colômbia, projeto que contou com tecnologia brasileira. Os papéis da CCX iniciaram o pregão desta sexta-feira cotados a 8,50 reais.

Com a incorporação, as novas ações da CCX serão entregues aos acionistas e debenturistas da MPX que tenham pedido a conversão das debêntures, proporcionalmente à participação no capital social dessa empresa, na proporção de uma ação da CCX para cada ação da MPX. Cada acionista da MPX receberá uma ação da CCX, empresa que nascerá com 450 milhões de dólares em caixa.

O projeto de mineração de carvão da CCX na Colômbia deve consumir investimentos da ordem de 4 bilhões de dólares até o início da operação, previsto para 2017. Depois disso, a empresa planeja continuar investindo até alcançar o patamar de 5,5 bilhões de dólares previsto, chegando a sua capacidade máxima de produção em 2024.

Novos sócios na EBX - Eike disse também que pretende captar mais 500 milhões de dólares para a EBX, empresa que deve contar com novos sócios em breve, segundo ele. "Os sócios poderão ser talvez entre Brasil, China e Índia, pois esses são mercados complementares", detalhou ele.

Na quinta-feira, a norte-americana GE anunciou investimento de 300 milhões de dólares no Grupo EBX. O aporte da GE será realizado mediante troca por participação de 0,8% na Centennial Asset Brazilian Equity LLC e em outras holdings offshore do grupo do empresário Eike Batista.

Outro investidor na EBX é a Mubadala Development Company, com sede em Abu Dhabi, que detém 5,63% do capital da Centennial, negócio de 2 bilhões de dólares anunciado em abril.

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São Paulo - O empresário Eike Batista disse nesta sexta-feira que "sempre entrega os seus projetos" em resposta à reportagem da revista The Economist. Ao classificá-lo como "vendedor do Brasil", a publicação questiona se ele conseguirá mesmo entregar todos os projetos onde está envolvido, nos setores de recursos naturais e infraestrutura.

"Um exemplo de que eu entrego todos os projetos é a OGX. Já estamos produzindo petróleo", retrucou ele, durante evento que marcou a listagem das ações da CCX - resultado da cisão dos ativos de carvão mineral da MPX na Colômbia - no Novo Mercado da BM&FBovespa.

Eike afirmou que "a referência no setor de petróleo não é a Shell, mas a OGX". Disse ainda que, em breve, "a marca EBX também será referência".

Ainda sobre a OGX, Eike disse que a companhia não errou um furo sequer durante as perfurações e que isso é entregar resultado. A empresa teve 92% de acerto. "Arriscamos 5 bilhões de dólares em pesquisa, mas como temos conhecimento, diminui-se o nível de risco", afirmou.


Colômbia - Eike Batista disse que o sonho da MPX sempre foi ir para a Colômbia. A CCX é resultado da cisão dos ativos de carvão mineral da MPX na Colômbia. "Fomos primeiro para a África do Sul, depois para a Austrália, mas o nosso sonho sempre foi ir para a Colômbia", destacou ele, em seu discurso.

De acordo com Eike, já foram investidos 300 milhões de dólares na jazida na Colômbia, projeto que contou com tecnologia brasileira. Os papéis da CCX iniciaram o pregão desta sexta-feira cotados a 8,50 reais.

Com a incorporação, as novas ações da CCX serão entregues aos acionistas e debenturistas da MPX que tenham pedido a conversão das debêntures, proporcionalmente à participação no capital social dessa empresa, na proporção de uma ação da CCX para cada ação da MPX. Cada acionista da MPX receberá uma ação da CCX, empresa que nascerá com 450 milhões de dólares em caixa.

O projeto de mineração de carvão da CCX na Colômbia deve consumir investimentos da ordem de 4 bilhões de dólares até o início da operação, previsto para 2017. Depois disso, a empresa planeja continuar investindo até alcançar o patamar de 5,5 bilhões de dólares previsto, chegando a sua capacidade máxima de produção em 2024.

Novos sócios na EBX - Eike disse também que pretende captar mais 500 milhões de dólares para a EBX, empresa que deve contar com novos sócios em breve, segundo ele. "Os sócios poderão ser talvez entre Brasil, China e Índia, pois esses são mercados complementares", detalhou ele.

Na quinta-feira, a norte-americana GE anunciou investimento de 300 milhões de dólares no Grupo EBX. O aporte da GE será realizado mediante troca por participação de 0,8% na Centennial Asset Brazilian Equity LLC e em outras holdings offshore do grupo do empresário Eike Batista.

Outro investidor na EBX é a Mubadala Development Company, com sede em Abu Dhabi, que detém 5,63% do capital da Centennial, negócio de 2 bilhões de dólares anunciado em abril.

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