EDP aponta aumento de inadimplência, mas não vê tendência

Origem do recente aumento da inadimplência seria o aumento das tarifas elétricas

São Paulo - O presidente da EDP Energias do Brasil, Miguel Setas, afirmou nesta quinta, 30, que há uma indicação de aumento da inadimplência nas distribuidoras do grupo, AES Bandeirante e AES Escelsa, porém ainda não é possível determinar se há uma tendência clara de mudanças. A origem do recente aumento da inadimplência seria o aumento das tarifas elétricas.

"Há efetivamente um aumento, mas ainda precisamos aguardar mais um trimestre para ver como os números evoluem. Por enquanto há um sinal, mas ainda não é um sinal com tendência definida", salientou Setas.

Em resposta à sinalização de aumento de inadimplência, a rubrica de Devedores Duvidosos da EDP teve um aumento de 23,1% neste ano, em função principalmente de um crescimento de 64,7% na EDP Escelsa.

Ao mesmo tempo em que observa com atenção os sinais de inadimplência, a EDP Energias do Brasil aposta na contínua melhoria dos indicadores de eficiência operacional e na evolução de iniciativas que visam combater o furto de energia.

Em São Paulo, a perda se concentra principalmente em clientes de grande consumo, enquanto no Espírito Santo são identificados problemas principalmente em comunidades de baixa renda.

Setas também lembrou que, no 4º ciclo de revisão tarifárias das distribuidoras, a Aneel determina limites mais restritos em relação a receitas irrecuperáveis.

"Portanto, temos que tomar medidas preventivas para tentar evitar o aumento da inadimplência", comentou. Entre as medidas estão a negativação do nome de clientes e o aumento de cortes para clientes que estejam inadimplentes.

Bandeirante

Fruto do processo de revisão tarifária já no âmbito do 4º ciclo, a Aneel anunciou nesta semana que o reajuste da AES Bandeirante deve ficar em 11,65%.

O número proposto pelo órgão regulador foi classificado por Setas como "justo". Na prática, o efeito da parcela B, segundo o executivo, seria de uma redução de 3%.

A queda, segundo Setas, poderia ser maior não fosse uma revisão da taxa de rentabilidade regulatória implementada no 4º ciclo. O indicador, conhecida pela sigla WACC, foi elevado de 7,5% para 8,09%.

"É o regulador reconhecendo que os fatores de risco passaram por um agravamento", disse Setas. Para o executivo, a revisão tarifária da Bandeirante ocorrerá "com normalidade".

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