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Dirigente de Gana acusado de corrupção deixa cargos na Fifa e na CAF

Saída de Kwesi Nyantakyi ocorre após documentário mostrá-lo recolhendo US$ 65 mil de "investidores" para influenciar governo local em contratos

Futebol: após vídeo. governo ganês ordenou a dissolução da federação local e suspensão das atividades futebolísticas no país (Dave Broberg/Thinkstock)

Futebol: após vídeo. governo ganês ordenou a dissolução da federação local e suspensão das atividades futebolísticas no país (Dave Broberg/Thinkstock)

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EFE

Publicado em 11 de junho de 2018 às 17h11.

Última atualização em 12 de junho de 2018 às 09h30.

Acra - O ex-presidente da Associação de Futebol de Gana Kwesi Nyantakyi renunciou nesta segunda-feira aos cargos de vice-presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) e membro do Conselho da Fifa, após ser o protagonista de um escândalo de corrupção, informou a imprensa local.

A saída do cartola aconteceu após a veiculação de um documentário do jornalista investigativo Anas Aremeyaw Anas, entitulado "Number 12", que estreou na semana passada e denunciou Nyantakyi e o presidente de Gana, Nana Akufo-Addo, por troca de favores e investimentos privados.

O documentário inclui um vídeo no qual o dirigente esportivo aparece recolhendo US$ 65 mil (R$ 240 mil) de "investidores" para interceder junto ao governo local para a concessão de contratos vantajosos.

Após a publicação do vídeo, o governo ganês ordenou a dissolução da federação local e suspensão das atividades futebolísticas no país.

Além disso, na sexta-feira passada, a Comissão de Ética da Fifa decidiu suspender Nyantakyi por 90 dias, podendo prorrogar a sanção por mais 45 dias.

A GFA formou um comitê de cinco membros para reformar a federação e iniciar a reorganização do futebol local.

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