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Converse processa 31 empresas por imitações de All Star

Marca icônica de tênis processa empresas como Walmart e Kmart por fabricação de calçados muito semelhantes ao seu carro-chefe


	All Star: a Converse pretende tirar os produtos concorrentes das prateleiras
 (Divulgação/Facebook oficial)

All Star: a Converse pretende tirar os produtos concorrentes das prateleiras (Divulgação/Facebook oficial)

Karin Salomão

Karin Salomão

Publicado em 26 de novembro de 2014 às 11h20.

São Paulo – As faixas brancas e a ponteira de borracha são símbolos inconfundíveis. Trata-se de um tênis All Star, da Converse.

Esses mesmos símbolos estão sendo copiados, o que levou a Converse a processar 31 fabricantes. Entre as empresas acusadas, estão o Walmart, Kmart, H&M e Skecher.

Dona do icônico calçado americano, a Converse pretende tirar os produtos concorrentes das prateleiras, afirma reportagem do New York Times. “O objetivo é parar essa ação”, disse Jim Calhoun, presidente da Converse.

Segundo o jornal, são 22 processos separados por danos econômicos, encaminhados no dia 14 de outubro à Corte Distrital do Brooklyn.

Além disso, a companhia também registrou reclamação na Comissão Internacional de Comércio, que tem o poder de impedir importações de calçados semelhantes.

All Star

O tênis All Star foi criado em 1917, direcionado a jogadores de basquete. Chuck Taylor, um famoso atleta à época, tornou-se porta-voz da marca nos anos 1920. Os calçados ficaram conhecidos como Chucks entre os adolescentes.

Nos anos 1990, no entanto, a companhia enfrentava uma crise financeira e acabou pedindo falência em 2001. A Nike salvou a empresa ao comprá-la em 2003, por US$305 milhões. 

Naquele ano, a fabricante reportou US$205 milhões em vendas, segundo o NYT. Em 2014, já plenamente recuperada, as vendas somaram US$1,7 bilhão, vendendo quase um bilhão de tênis por todo o mundo. 

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