Do cofre para a conta digital: solução da Prosegur reduz o tempo entre o recebimento em espécie e a disponibilidade do recurso em conta corrente (PROSEGUR /Divulgação)
EXAME Solutions
Publicado em 8 de junho de 2026 às 16h01.
Por décadas, a imagem da Prosegur esteve ligada aos carros-fortes amarelos, vigilantes e operações de transporte de valores. Agora, às vésperas de completar 50 anos, em 2026, a companhia tenta ampliar esse posicionamento. A empresa aposta na integração entre segurança, automação e serviços financeiros para modernizar a gestão do dinheiro em espécie no varejo.
O movimento acompanha uma mudança no próprio varejo. Embora os pagamentos digitais avancem, o dinheiro em espécie segue presente em muitas operações: hoje, circulam no Brasil 7,8 bilhões de cédulas, equivalentes a R$ 364 bilhões.
O desafio das empresas, segundo a companhia, deixou de ser apenas armazenar esse dinheiro com segurança e passou a incluir controle operacional, rastreabilidade e velocidade na disponibilidade dos recursos.
É nesse cenário que a empresa busca aproximar dois universos que historicamente operaram separados: o caixa físico das lojas e a gestão financeira digital. A principal aposta está na integração entre o Cash Today, cofre inteligente da Prosegur Cash, e a Conta Digital Prosegur.
A solução automatiza o recebimento de dinheiro no ponto de venda, valida e contabiliza as cédulas no momento do depósito e permite acompanhar os valores de forma centralizada. O serviço também inclui o depósito bancário diário do numerário armazenado no cofre inteligente, reduzindo a necessidade de deslocamentos até agências bancárias e a exposição ao transporte físico de valores.
Com a integração, os valores depositados no equipamento podem ser creditados diretamente na Conta Digital Prosegur, em alguns casos, no mesmo dia. A proposta é reduzir o tempo entre o recebimento em espécie e a disponibilidade do recurso em conta corrente.
“As soluções mais recentes não surgem do zero — elas são uma evolução natural de um conhecimento acumulado ao longo do tempo. Inovamos porque conhecemos profundamente o problema que estamos resolvendo”, afirma Sergio França, CEO da Prosegur Cash.
Sergio França, CEO da Prosegur Cash: "inovamos porque conhecemos profundamente o problema que estamos resolvendo" (PROSEGUR/Divulgação)
Fundada em 1976, a Prosegur iniciou suas operações focada na logística de valores. No ano seguinte, entrou no segmento de segurança física e, em 1980, começou sua expansão internacional. Ao longo das décadas, ampliou sua presença na América Latina e avançou para áreas como cibersegurança, automação de numerário, terceirização de serviços e soluções digitais.
Hoje, a companhia atua em 36 países e reúne mais de 180 mil profissionais distribuídos em quatro unidades de negócios. Segundo a empresa, o marco de 50 anos representa mais uma etapa de transformação operacional do que um ponto de chegada.
“O legado da Prosegur não é apenas histórico, ele é operacional e estratégico”, afirma França. “São 50 anos entendendo, na prática, como o dinheiro circula, quais são os riscos envolvidos, onde estão as ineficiências e como mitigá-las.”
Essa experiência orienta o desenvolvimento de soluções voltadas ao varejo de alto fluxo de caixa. O Cash Today, segundo a companhia, busca substituir etapas manuais de conferência, armazenamento e conciliação financeira por uma operação automatizada e integrada.
A proposta da integração é simplificar uma rotina ainda comum em muitos estabelecimentos: receber dinheiro, conferir valores manualmente, armazenar cédulas, aguardar a coleta física e esperar a compensação bancária.
Com a automação, a empresa afirma que os ganhos aparecem em quatro frentes: eficiência operacional, segurança, controle e liquidez. A centralização dos dados amplia a visibilidade sobre o caixa das lojas, enquanto o crédito mais rápido dos depósitos pode melhorar a gestão do capital de giro.
Uma vez depositado no cofre inteligente, o dinheiro passa a ser responsabilidade da Prosegur até sua compensação bancária.
Segundo a empresa, o serviço opera com cobrança mensal fixa, que inclui coleta, transporte e processamento do numerário. O modelo também permite escolher horários de corte para os depósitos, adaptando a operação à rotina de cada negócio.
A solução é utilizada principalmente por supermercados, farmácias, postos de combustíveis, restaurantes, lojas de conveniência e outras operações com alto volume de dinheiro em espécie.
A Conta Digital Prosegur foi estruturada como uma conta de pagamento voltada à movimentação e à gestão de recursos. Segundo a companhia, o serviço não inclui oferta de crédito ou financiamento.
“Ao não oferecer crédito ou financiamento, o foco permanece naquilo que a Prosegur faz melhor — a gestão eficiente do dinheiro —, evitando complexidade desnecessária para o cliente”, afirma França.
Operações mais seguras: uma vez depositado no cofre inteligente, dinheiro passa a ser responsabilidade da Prosegur até sua compensação bancária (PROSEGUR/Divulgação)
Para a companhia, a digitalização do varejo não elimina o papel do dinheiro em espécie, mas transforma sua função dentro da operação. O numerário passa a ser tratado não apenas como ativo físico, mas também como informação integrada ao fluxo financeiro das empresas.
Essa é a mensagem que a Prosegur pretende associar aos seus 50 anos: manter a segurança como base histórica do negócio, mas ampliar sua atuação por meio de automação, dados e serviços financeiros.
“O dinheiro em espécie continua relevante, mas precisa ser integrado a modelos mais inteligentes de gestão financeira”, afirma França. “Soluções como o Cash Today e a Conta Digital Prosegur são exemplos claros de como transformamos experiência em inovação.”