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Como uma CEO transformou rejeição em US$ 36 milhões com finanças sob controle

Com recursos próprios e modelo escalável, Flodesk cresce sem aporte externo e vira referência em finanças enxutas

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 14h58.

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Em 2018, Rebecca Shostak ouviu dos principais investidores do Vale do Silício que sua ideia era ultrapassada. Ao buscar apoio para tirar do papel a Flodesk, uma plataforma para criação de e-mails personalizados voltada a pequenas empresas, ouviu de fundos como a Y Combinator que o e-mail estava com os dias contados. A aposta deles era em redes sociais, mensagens instantâneas e outras formas de comunicação mais “modernas”.

Mas Shostak e seus cofundadores, Martha Bitar e Trong Dong, discordaram. Em vez de desistir, apostaram suas próprias economias e bancaram a operação do zero. O produto foi ao ar rapidamente, e a adesão foi imediata. Seis anos depois, a Flodesk acaba de ultrapassar US$ 36 milhões em receita anual recorrente, sem ter aceitado um centavo de capital de risco.

Esse crescimento orgânico, sustentado exclusivamente por receita, coloca a empresa como um exemplo sólido de gestão financeira eficiente, especialmente relevante para profissionais que atuam com finanças corporativas em startups ou negócios em fase de expansão. As informações foram retiradas da Inc.

Não importa a área, o domínio das finanças corporativas é essencial para todos – e esse treinamento vai ensinar como dominar essa habilidade

Financiamento próprio: o peso (e valor) do bootstrapping

A escolha pelo bootstrapping, modelo de crescimento autofinanciado, traz riscos, mas também vantagens. Ao evitar a diluição da empresa, os fundadores mantêm o controle sobre a gestão e a estratégia. Do ponto de vista financeiro, isso exige disciplina extrema sobre custos, foco em geração de caixa e decisões orientadas por resultados reais, não por expectativas de investidores.

No caso da Flodesk, isso significou criar um produto simples, mas com alto apelo para o público-alvo: empreendedores que desejam criar campanhas de e-mail marketing com design profissional sem depender de agências ou designers. A solução se mostrou tão eficaz que o crescimento foi orgânico, impulsionado pela própria base de usuários, e sem necessidade de rodadas de investimento.

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Esse modelo impõe um papel ainda mais estratégico para os profissionais de finanças: sem capital externo, todo centavo importa. A gestão de fluxo de caixa, o equilíbrio entre reinvestimento e rentabilidade, e a definição do ponto de escala se tornam responsabilidades centrais para quem conduz as finanças de empresas como essa.

Como transformar receita em valor

Ultrapassar US$ 36 milhões em receita recorrente anual não é feito trivial, especialmente quando o capital inicial veio do bolso dos fundadores. No caso da Flodesk, o segredo esteve na capacidade de oferecer um serviço de valor percebido alto, com custos operacionais relativamente baixos e forte capacidade de retenção.

A plataforma funciona por assinatura e tem um público-alvo bem definido. Isso facilita a previsibilidade de receita, a projeção de crescimento e a gestão dos indicadores financeiros, como CAC (Custo de Aquisição de Cliente), LTV (Valor do Tempo de Vida do Cliente) e margem de contribuição.

O desafio é contínuo: manter as margens saudáveis à medida que a empresa escala exige decisões bem fundamentadas sobre precificação, expansão de recursos, contratação e operação. Para profissionais de finanças corporativas, esse é um ambiente ideal para aplicar conceitos avançados de modelagem financeira, análise de viabilidade e otimização de capital.

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Aprenda a gerenciar o orçamento de empresas

Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.

Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

O treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo. Por isso, ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a um conteúdo robusto, que inclui temas como análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.

Veja, abaixo, motivos para não ficar de fora dessa oportunidade imperdível.

  • Conteúdo relevante desenvolvido por especialistas da área;
  • Carga horária de três horas;
  • Programa atualizado e alinhado às demandas do mercado;
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  • Aulas virtuais, que incluem uma sessão de tira-dúvidas online;
  • Possibilidade de interação com outros profissionais da área;
  • Estudos de casos do mercado.

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