Negócios

Cesp terá multa se não resgatar bens arqueológicos

A companhia foi condenada a monitorar e fazer resgate arqueológico nas margens de três hidrelétricas no Rio Paraná, na divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul

Hidrelétrica da Cesp: companhia é obrigada pela justiça a resgatar bens arqueológicos (Divulgação/ CESP)

Hidrelétrica da Cesp: companhia é obrigada pela justiça a resgatar bens arqueológicos (Divulgação/ CESP)

DR

Da Redação

Publicado em 25 de fevereiro de 2011 às 10h27.

Brasília - A Justiça acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) cumpra sob pena de multa, a sentença em que foi condenada a monitorar e fazer resgate arqueológico nas margens de três hidrelétricas no Rio Paraná, na divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Para evitar a multa diária de R$ 5 mil, a Cesp deve comprovar, em 60 dias, a continuidade do monitoramento. Os trabalhos só poderão terminar após análise de todos os locais atingidos pelas usinas. Pesquisas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) mostraram a existência de 333 sítios arqueológicos na região de Três Lagoas - pelo menos 169 na margem direita do Rio Paraná (MS).

Nos sítios já explorados foram coletadas 80 mil amostras - como pontas de lança e urnas funerárias, algumas datadas de 7 mil anos.

Segundo o MPF, desde outubro de 2009 os sítios arqueológicos de Três Lagoas estão sem monitoramento ou resgate, “entregues à ação destrutiva da erosão”. Ainda de acordo o MPF, a Cesp foi condenada, em abril passado, a manter, por tempo indeterminado, o programa de estudos e resgate arqueológicos na região das Usinas Sérgio Motta (Porto Primavera), Souza Dias (Jupiá) e Ilha Solteira, mas não cumpriu a sentença.

Procurada, a Cesp afirmou conhecer o assunto e disse que está cumprindo as decisões judiciais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEstatais brasileirasEnergia elétricaEmpresas estataisServiçosCESPEnergiaJustiça

Mais de Negócios

‘O Brasil está dificultando a sobrevivência da própria indústria’, diz CEO da Riachuelo

CEO das franquias: como Shaquille O’Neal transformou lição do pai em império bilionário

‘O cliente hoje busca identidade, não só um nome estrangeiro’, diz empresário de joalheria

Depois da Lavô, empreendedor aposta em franquia para lavar tênis a partir de R$ 39,90