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Bristol-Myers busca comprador de suas marcas do Brasil

A gigante nova-iorquina está realizando as etapas finais do leilão das marcas, com um pequeno grupos de farmacêuticas e outras empresas dos EUA e da Europa


	Prédio da Bristol-Myers Squibb: caso seja realizado, o acordo destacará a forte demanda dos compradores corporativos por bens de consumo na área de saúde ao redor do mundo
 (Frank Perry/AFP)

Prédio da Bristol-Myers Squibb: caso seja realizado, o acordo destacará a forte demanda dos compradores corporativos por bens de consumo na área de saúde ao redor do mundo (Frank Perry/AFP)

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Da Redação

Publicado em 13 de junho de 2013 às 07h48.

Nova York - A Bristol-Myers Squibb está procurando um comprador para uma série de marcas no México e Brasil, o que pode ser arrematada por até US$ 750 milhões, de acordo com fontes próximas ao assunto.

Caso seja realizado, o acordo destacará a forte demanda dos compradores corporativos por bens de consumo na área de saúde ao redor do mundo.

A gigante nova-iorquina está realizando as etapas finais do leilão das marcas, com um pequeno grupos de farmacêuticas e outras empresas de bens de consumo dos EUA e da Europa interessadas na compra, de acordo com as fontes. Ainda não está claro quais os concorrentes estão na disputa pelo acordo.

O acordo pode ser alcançado entre duas e três semanas, disseram. Uma porta-voz da Bristol-Myers disse que a empresa não comenta "sobre rumores e especulações".

As marcas, como um analgésico semelhante ao Tylenol chamado Tempra que é vendido no México, em conjunto, geram vendas de apenas US$ 100 milhões a US$ 150 milhões por ano, afirmou uma das fontes. Mas, de acordo outras pessoas, a empresa compradora das marcas poderá pagar em torno de cinco vezes o valor desta quantia de vendas - um múltiplo elevado em comparação com a média de uma aquisição ("takeover") - mostrando o valor das marcas em economias com grande potencial de crescimento como o México e o Brasil.

A Bristol é uma das poucas fabricantes de medicamentos que não agiram de maneira agressiva para expandir seus negócios em mercados emergentes, como o México e o Brasil. Apenas 15% dos US$ 17,6 bilhões da empresa em 2012 vieram de vendas de fora dos EUA e da Europa, incluindo o Japão e a Coreia do Sul.

Segundo a IMS Health, a venda de drogas no Brasil deve saltar para US$ 47 bilhões em 2016, ante US$ 30 bilhões em 2011. As informações são da Dow Jones.

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