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BRF: fusão não vai gerar demissões e aumento de preços

'Nossa indústria tem uma peculiaridade de mão de obra intensiva. Estamos sempre buscando incorporar', disse vice-presidente da BRF

Melo Neto disse que as demissões em massa são uma realidade na maioria das fusões, mas que esse quadro não se aplica à BrFoods (EXAME)

Melo Neto disse que as demissões em massa são uma realidade na maioria das fusões, mas que esse quadro não se aplica à BrFoods (EXAME)

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Da Redação

Publicado em 12 de julho de 2011 às 20h21.

Brasília – O vice-presidente para Assuntos Coorporativos da Brasil Foods (BrFoods), Wilson Newton de Melo Neto, afirmou hoje (12) que a fusão entre Perdigão e Sadia – que resultou na criação da megaempresa do setor de alimentos em 2009 – não levará a demissões nem a aumento de preços dos produtos. Ele respondeu a questionamentos da Comissão de Direitos do Consumidor da Câmara dos Deputados na véspera do julgamento sobre a fusão, que ocorre amanhã (13), no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Vamos gerar mais e cada vez mais empregos no Brasil”, garantiu Melo Neto, que também prometeu melhorar a relação com o produtor, a empresa tem cerca de 20 mil produtores integrados. Atualmente, a BrFoods gera 120 mil empregos diretos e 200 mil indiretos. É a terceira maior exportadora brasileira, com R$ 10 bilhões vendidos para o exterior no ano passado, e tem 60 fábricas no país.

Melo Neto disse que as demissões em massa são uma realidade na maioria das fusões, mas que esse quadro não se aplica à BrFoods. “Em janeiro deste ano, a empresa tinha 6 mil vagas abertas, e ainda tem dificuldade para preenchê-las”.

Para Melo Neto, o risco de aumento de preço percebido pelo Cade não foi sentido pela população desde a criação da BrFoods. “Em 2010, o aumento de preço dos nossos produtos ficou abaixo da inflação”. Ele também afirmou que as críticas sobre concentração de mercado em determinados segmentos, como o de massas e pratos prontos, não se justificam pela baixa penetração que esses produtos têm nos lares brasileiros, entre 12% e 20%.

Melo Neto afirmou ainda que há uma “mistificação” sobre a falta de concorrência, e que o fato de a empresa não ter concorrentes à altura hoje não significa que ela está livre de perder clientes caso cometa erros no tratamento ao consumidor.

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