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Banco do Brasil e Caixa podem deixar Febraban, diz jornal

A polêmica entre Febraban e os dois principais bancos públicos veio após um manifesto que questiona as "hostilidades" entre os poderes

BB: desavença dos bancos públicos com a Febraban sobre tom político de manifesto (Pilar Olivares/Reuters)

BB: desavença dos bancos públicos com a Febraban sobre tom político de manifesto (Pilar Olivares/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 28 de agosto de 2021 às 21h34.

Última atualização em 28 de agosto de 2021 às 22h03.

Os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil estariam decididos a deixar a Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, que reúne as instituições do setor. 

A informação foi publicada primeiro pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. 

O motivo é um manifesto a ser divulgado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), com a Febraban como signatária, pedindo o fim das "hostilidades" entre os três poderes da República.

O alvo do manifesto são as tensões capitaneadas pelo Executivo do presidente Jair Bolsonaro e embates com o Legislativo e, sobretudo, o Judiciário.

No mercado, os dilemas políticos já começam a impactar nos cálculos de risco e na atração de investimentos. Analistas têm reduzido as projeções de crescimento da economia para este ano e 2022, colocando o risco político como um dos motivos das expectativas menos otimistas.

O manifesto que motivou a polêmica com os bancos públicos é assinado também por dezenas de entidades financeiras e deve ser publicado nos próximos dias.

A leitura dentro de BB e Caixa é que a Febraban estaria se envolvendo em assuntos políticos.

Os dois bancos estão entre os fundadores da Febraban, criada em 1967 e que reúne as maiores instituições financeiras públicas e privadas em operação no Brasil, incluindo nomes como Itaú e Bradesco.

Banco do Brasil e Caixa não comentaram o caso ou confirmaram a informação. O espaço fica aberto para manifestações.

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