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Rafael Aquino, fundador da DataPay, de Florianópolis (Calita Champe da Silva/Divulgação)
Editor da Região Sul
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 11h36.
Última atualização em 21 de janeiro de 2026 às 14h58.
Após vender sua última operação por R$ 12 milhões aos 27 anos, o empreendedor Rafael Aquino inicia um novo ciclo e escolheu Florianópolis como base estratégica. O movimento marca a largada de sua nova aposta no setor de tecnologia: a Datapay, plataforma voltada à integração e inteligência de dados corporativos, com foco em governança, conformidade e uso ético da informação.
A meta é clara e agressiva: faturar R$ 1,2 milhão já no primeiro ano de operação na capital catarinense, com início das atividades previsto para o primeiro trimestre de 2026. O alvo é o mercado B2B enterprise, especialmente empresas que lidam com grandes volumes de dados e precisam transformar informação em decisões estratégicas sem comprometer privacidade e confiança.
“Saímos da fase de validação e entramos no jogo da previsibilidade e da escala”, resume Aquino. “A soberania dos dados será o padrão ouro da nova economia.”
A escolha por Florianópolis não é apenas geográfica. Para o fundador, o ecossistema catarinense reúne dois ativos decisivos para a próxima etapa do negócio: densidade de talentos em tecnologia e inteligência artificial e maturidade no mercado B2B, criando um ambiente propício para escalar soluções de base tecnológica.
A trajetória que levou até aqui começou a ganhar projeção nacional em 2023, quando a startup anterior de Aquino, a Hubble 360, venceu a batalha de inovação da Gramado Summit. A empresa utilizava inteligência artificial para analisar microexpressões faciais em tempo real e otimizar campanhas de marketing digital a partir da reação do usuário.
O reconhecimento abriu caminho para o Shark Tank Brasil e, posteriormente, para a venda da operação — o exit de R$ 12 milhões que financiou sua nova incursão tecnológica.
Agora, com a Datapay, o empreendedor afirma estar em um momento diferente. “Hoje, a discussão não é mais só tecnologia. É sobre confiança, governança e escala sustentável”, diz.
O novo movimento de Rafael Aquino acontece em sintonia com um momento de reposicionamento do próprio ecossistema de inovação do Sul. A Gramado Summit apresentou recentemente, em Porto Alegre, o manifesto da sua próxima edição: “Make It Human” — uma provocação que defende que o avanço da inteligência artificial deve ser liderado por valores humanos. A próxima edição do evento ocorre entre os dias 6 e 8 de maio de 2026.
“O Rafael representa bem essa nova geração de empreendedores que entende que escala e ética precisam caminhar juntas”, afirma Marcus Rossi, CEO da Gramado Summit. “O Make It Human nasce justamente para dar visibilidade a negócios que usam tecnologia de ponta para devolver controle e valor às pessoas.”
A proposta dialoga diretamente com o modelo da Datapay, que se posiciona como uma infraestrutura de dados com foco em conformidade e transparência, ajudando empresas a extrair valor de suas informações sem abrir mão da responsabilidade no uso desses ativos.
Enquanto o debate sobre inteligência artificial ganha tração no país — com nomes como Sérgio Sacani e Maria Homem já confirmados para a programação —, a Datapay inicia sua jornada em Florianópolis tentando provar uma tese simples e cada vez mais valiosa no mercado de tecnologia: no universo dos dados, o maior ativo não é o volume de informação, mas a confiança.