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Agronegócio ignora crise e bate recordes

Diante da retração generalizada da economia brasileira, a agricultura deve bater recordes de produção este ano


	Plantação de soja em Mato Grosso: mesmo com a retração generalizada da economia brasileira, agricultura deve bater recordes de produção este ano
 (Divulgação)

Plantação de soja em Mato Grosso: mesmo com a retração generalizada da economia brasileira, agricultura deve bater recordes de produção este ano (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 20 de março de 2016 às 11h48.

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São Paulo - Em meio à retração generalizada da economia, o campo tem sido uma exceção. Com injeção pesada de tecnologia em todas as etapas do processo produtivo e câmbio favorável, o agronegócio, único setor que cresceu no País em 2015, vem conseguindo driblar os gargalos de infraestrutura e cravar sua competitividade no cenário internacional.

Neste ano, a produção de soja, carro-chefe do agricultura brasileira, deve ultrapassar a barreira das 100 milhões de toneladas. A nova safra recorde vem apesar de irregularidades climáticas que assolaram seis Estados, incluindo os principais produtores - Mato Grosso e Paraná. Mesmo assim, o País deve produzir 101,2 milhões de toneladas de soja, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

Com esse resultado e o crescente ganho de produtividade, o Brasil, que já é o maior exportador do grão, caminha para ultrapassar a produção dos EUA nas próximas safras.

"A tendência é de que o Brasil supere os Estados Unidos, não sabemos se na safra 2016/17, se na 2017/18. Mas, quando passar, vai ultrapassar e abrir", diz André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult.

Essa também é a expectativa do superintendente técnico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Bruno Lucchi. "Se as previsões de queda de área nos EUA e aumento no Brasil se confirmarem, a produção brasileira deverá ficar muito próxima da dos EUA."

Para a próxima safra, porém, existem algumas incógnitas: a oferta de crédito e a cotação do dólar. "Com a queda na renda, redução do crédito e a instabilidade política, que reduz a confiança, há uma tendência de maiores dificuldades em 2017", diz o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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