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A aposta da Creditas para manter o ritmo: financiar imóveis e veículos

A empresa é uma das estrelas de uma nova geração de startups que viram a possibilidade de reduzir os juros cobrados em um mercado altamente concentrado

O espanhol Sergio Furio tem pressa em expandir a Creditas, empresa de crédito com garantia, fundada por ele em 2012. Em dois anos, a Creditas triplicou seu valor de mercado, passando de 250 milhões de dólares para 750 milhões, e o número de clientes cresceu quatro vezes. Se continuar nesse ritmo, a companhia deverá alcançar a marca de 1 bilhão de dólares de valor de mercado em pouco tempo, tornando-se o mais novo unicórnio (as startups avaliadas em sete dígitos) brasileiro.

A visão de Furio encontrou um terreno fértil neste Brasil de 2019. A expectativa do Ministério da Economia é aumentar a relação entre crédito e produto interno bruto até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro, passando dos atuais 45% para 60% até 2022. O Banco Central também tem uma agenda para reduzir a concentração bancária, com licenças para que empresas possam atuar como intermediadoras de empréstimo.

A Creditas é uma das estrelas de uma nova geração de startups que viram a possibilidade de reestruturar a dívida das famílias e reduzir os juros cobrados em um mercado altamente concentrado. Furio decidiu explorar o nicho quando sua então namorada e atual mulher, Silvia, comentou que as taxas de juro chegavam a três dígitos por ano no Brasil.

Impressionado, ele desembarcou do outro lado do Atlântico e montou a Creditas. A startup chegou ao atual valor de mercado graças a um aporte de 200 milhões de dólares da gestora japonesa de investimentos SoftBank. A rodada de investimentos contou ainda com a captação de 31 milhões de dólares dos fundos Santander Innoventures, Amadeus Capital e Vostok Emerging Finance.

Ao todo, os 231 milhões de dólares recebidos pela Creditas na rodada mais recente equivalem a quase três vezes o montante que a empresa recebeu ao longo de sua história. Os planos para o dinheiro incluem reforçar o quadro de funcionários, investir em um polo tecnológico na Espanha, abrir uma operação no México (que tem desafios parecidos com os brasileiros) e atuar de forma inovadora em novos mercados.

Um deles é no financiamento imobiliário e de veículos. A ideia é colocar uma série de apartamentos e carros à disposição dos clientes, que vão pagar cerca de 20% mais nas prestações durante dois anos. Ao fim desse período, eles poderão comprar os bens descontando o total já desembolsado ou poderão devolvê-los, substituindo-os por modelos mais novos. “Por que escolher entre a compra e o aluguel quando se pode ter um produto financeiro que mistura os dois?”, diz Furio. Ainda não está definido se a Creditas terá uma carteira própria de veículos e de imóveis.

Mais detalhes sobre o plano de crescimento da Creditas e o boom de startups de crédito no Brasil na edição 1190 de Exame, disponível nas bancas e também em tablets e smartphones.

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